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10 dicas para curtir o mar com segurança e evitar afogamentos

afogamento

Foto: Pixabay

Procura pelas praias aumenta neste período de férias escolares e calor fora de época

Na semana em que é celebrado o Dia Mundial da Prevenção do Afogamento (25), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Zona Leste alerta para os perigos de acidentes nas praias. A unidade está localizada na cidade de Santos, litoral sul de São Paulo, destino de muitos turistas neste período de férias escolares e calor fora de época.

Gisele Abud, diretora Técnica da unidade, explica que o afogamento ocorre, de forma geral, por asfixia decorrente da aspiração de líquido, que obstrui as vias aéreas (traqueia, brônquios ou pulmões), ocasionando alterações das trocas gasosas, que levam a falta de oxigênio no sangue e, por consequência a acidez excessiva do sangue e fluidos corporais.

“Infelizmente o risco de afogamento em cidades litorâneas é real. A maioria das mortes ocorre porque as pessoas ignoram os riscos, não respeitam seus limites pessoais e não sabem como agir nessas situações”, alerta a profissional da UPA Zona Leste, que pertence a rede pública de saúde da Prefeitura de Santos e é gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde.

Estudo da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), aponta que a cada uma hora e meia um brasileiro morre afogado e 90% dos óbitos acontecem em águas naturais, ou seja, rios, oceanos, represas e cachoeiras.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os afogamentos são a terceira causa de morte acidental no mundo e representam quase 8% do total de mortes globais.

No Brasil, as principais causas de afogamento nas praias são a ingestão de bebidas alcoólicas (que alteram a capacidade de julgamento e resposta do banhista), correntes de retorno (onde o banhista é puxado para dentro do mar), depressão no fundo das praias e o impacto das ondas (onde o movimento forte da água arremessa o banhista para baixo).

Como a prevenção é a ferramenta mais eficaz contra os afogamentos, a UPA destaca algumas orientações importantes:

Caso seja necessário agir, entre no mar sempre com uma boia ou objeto flutuante que possa ser jogado para o banhista em dificuldade agarrar.

“Evite se aproximar, pois no momento do desespero, o banhista pode se agarrar a você e ambos se afogarem”, alerta a médica.

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