Irmãs gêmeas recebem Título de Cidadãs Arujaenses por trajetória de superação

Irmãs gêmeas recebem Título de Cidadãs Arujaenses
Foto: CMA

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Proposta do vereador Divinei reconhece conquistas pessoais e profissionais das jovens diagnosticadas com autismo

As irmãs Ana Maria e Maria Luiza, diagnosticadas com autismo ainda na infância, serão reconhecidas com o Título de Cidadãs Arujaenses, uma das maiores honrarias concedidas pela Câmara Municipal. A homenagem, proposta pelo vereador Divinei (PL), será entregue em Sessão Solene nesta terça-feira (23), às 19h, no Plenário Vereador João Godoy. O evento é aberto ao público e também terá transmissão ao vivo pelo canal oficial do Legislativo no YouTube.

Reconhecimento pela superação

Na justificativa apresentada no Decreto-Legislativo nº 293/2025, o parlamentar destacou a capacidade das jovens de superar desafios cotidianos, enfrentando com resiliência o diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista).

Segundo Divinei, a trajetória das irmãs representa “um exemplo de determinação e êxito, com conquistas que inspiram toda a sociedade arujaense”.

As trajetórias de Ana Maria e Maria Luiza

Ana Maria: Inspirada por uma amiga surda, iniciou o aprendizado em Libras, tornando-se a primeira autista intérprete da linguagem de sinais no Brasil. Hoje, atua em eventos municipais — incluindo a tradução do Hino de Arujá — e já participou de encontros nacionais e internacionais, como o TEAfrica.

Maria Luiza: Concluiu o ensino médio e estudou programação e desenvolvimento de jogos pela plataforma AluraStart. Também praticou esportes, como ginástica rítmica e karatê, no qual alcançou a faixa amarela. Fluente em inglês, atua como assessora da irmã e já recebeu homenagens em Câmaras Municipais de São Paulo e Mogi das Cruzes.

Da infância ao reconhecimento público

Nascidas em Santa Isabel, em 26 de outubro de 2005, as gêmeas receberam o diagnóstico de TEA aos 1 ano e dois meses de vida. Desde então, os pais buscaram tratamento multidisciplinar, que garantiu uma evolução considerada surpreendente.

Hoje, aos 19 anos, Ana Maria e Maria Luiza colecionam conquistas que vão além das limitações impostas pelo transtorno, tornando-se referências de inclusão e superação.

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