Vexame! Brasil perde para a Noruega e confirma uma das piores gerações em Copas do Mundo

Neymar chora - Brasil x Noruega - Copa do Mundo
Foto: Fifa

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Seleção mantém tabu de não vencer europeus em mata-mata do Mundial desde 2002

Clima de velório em todo o país, com ruas silenciosas. Esse é o sentimento do brasileiro após a vergonhosa eliminação da Seleção na Copa do Mundo, neste domingo (5), após derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final da competição, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Pior do que manter alguns tabus constrangedores, como nunca ter vencido a equipe nórdica e seguir sem vencer europeus em fases eliminatórias de Copas desde 2002, o Brasil vai encerrar o torneio com uma de suas piores campanhas da história.

Essa é apenas a quarta vez que a Seleção Brasileira não fica entre os oito melhores do Mundial. A última vez tinha sido em 1990, quando perdeu nas oitavas de final por 1 a 0 para a Argentina, na Itália. Contudo, há uma grande diferença. Aquele time, com Taffarel, Dunga, Careca e Muller, amassou os hermanos e perdeu em um lance de infelicidade para o time de Maradona, que seria vice-campeão.

Antes, em 1966, uma geração bicampeão do mundo, envelhecida, sofreu em um grupo difícil, mas ganhou a Copa seguinte com sobras. Em 1934, o Brasil jogou apenas um jogo e perdeu para a Espanha por 3 a 1, na primeira fase, e saiu do torneio. Apesar do resultado ruim, vale lembrar que a Seleção disputou a competição com um elenco amador, sem os melhores jogadores, o que justificou o péssimo resultado.

Posto isso, a geração de 2026 é séria candidata ao “título” de pior equipe profissional da Seleção da história das Copas. A campanha com três vitórias, um empate e uma derrota pode parecer “aceitável”, mas não para a tradição da Canarinha pentacampeã. O 7 a 1 de 2014 foi uma aberração pontual, mas aquela equipe ganhou a Copa das Confederações do ano anterior, passou por Chile e Colômbia antes do apagão da semifinal.

Já a preparação para esse Mundial foi o pior da história do Brasil, apenas quinto nas Eliminatórias Sul-Americanas. Caiu nas quartas de final da Copa América. Acumulou derrotas no ciclo que teve quatro técnicos diferentes. O multicampeão Carlo Ancelotti era a esperança, mas não conseguiu fazer milagre diante dos desfalques da equipe. Na minha opinião, o pior deles foi Estevão, que teria sido potencialmente decisivol por seu estilo de jogo corajoso e irreverente.

No jogo de hoje, lastimável a escolha do volante Bruno Guimarães para bater (e perder) o primeiro pênalti. Endrick e Neymar não conseguiram produzir o suficiente. Vini Jr, nosso único craque talentoso em alta, foi marcado com rigor, diferente do norueguês Haaland, que não perdoou os vacilos defensivos do Brasil e marcou dois gols.

Agora é juntar os cacos e fazer uma grande reformulação. Ganhar a Copa América de 2028 virou obrigação para começar uma nova trajetória. O Hexa, quem sabe, fica para 2030, no aniversário do primeiro centenário dos Mundiais.

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