Faltas em consultas e exames chegaram a 43,3% no primeiro quadrimestre de 2026
O elevado índice de absenteísmo na rede municipal de saúde foi um dos principais pontos abordados durante a audiência pública de prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde de Arujá, realizada na sexta-feira (29), na Câmara Municipal.
Os dados apresentados referem-se ao primeiro quadrimestre de 2026 e revelam um número expressivo de faltas em consultas, exames e procedimentos agendados pelo sistema público de saúde.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o índice de absenteísmo chegou a 33% nas consultas agendadas. Entre os exames, o percentual foi ainda maior, alcançando 43,3% das marcações. Nos exames de imagem, a taxa registrada foi de 32,31%.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Leonardo Santos dos Reis, as ausências impactam diretamente a eficiência da rede pública, já que horários reservados deixam de ser aproveitados por outros pacientes que aguardam atendimento.
“Quando uma pessoa não comparece a uma consulta ou exame agendado e não comunica a ausência, quem perde é toda a população. São horários que poderiam ser utilizados por outros pacientes que estão aguardando atendimento. Por isso, pedimos que, caso não seja possível comparecer, o usuário avise a unidade de saúde para que possamos remanejar a vaga”, destacou o secretário.
A Prefeitura reforçou a orientação para que os moradores comuniquem previamente qualquer impossibilidade de comparecimento aos serviços agendados. A administração também recomenda a atualização dos dados cadastrais nas unidades de saúde para facilitar a confirmação de consultas e exames e reduzir o número de faltas.
Arujá descarta 102 toneladas de pneus e reforça combate à dengue
As ações de Vigilância em Saúde também foram destacadas durante a prestação de contas. Entre janeiro e abril deste ano, o município realizou o descarte ambientalmente adequado de 102 toneladas de pneus inservíveis.
A medida integra as estratégias de combate à dengue, já que pneus abandonados podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Além dos riscos à saúde pública, o descarte irregular de pneus provoca impactos ambientais e favorece a proliferação de outros vetores e pragas urbanas.
Segundo a Secretaria de Saúde, Arujá possui atualmente 39 oficinas cadastradas e a administração municipal trabalha para regulamentar ainda mais o descarte correto desses materiais.
“Arujá possui 39 oficinas particulares cadastradas. É fundamental que cada uma delas faça o descarte correto dos pneus inutilizados e estamos caminhando para regulamentar esta prática. Além de contribuir para o foco da dengue, o pneu descartado no meio ambiente demora mais de mil anos para ser decomposto”, alertou o secretário.
A Prefeitura informou que as ações de vigilância, controle de vetores e conscientização da população continuarão sendo prioridade para reduzir os casos de dengue e outras arboviroses no município.

