Secretaria de Saúde retomou tratativas com o governo federal para habilitar mais sete equipes e contratar 35 novos agentes comunitários
A Secretaria Municipal de Saúde de Arujá pretende ampliar o número de equipes do programa Saúde da Família e alcançar 80% de cobertura do território. A informação foi dada pelo secretário Leonardo Santos dos Reis durante audiência pública de prestação de contas referente ao 2º quadrimestre de 2025, realizada na Câmara Municipal na última quinta-feira (30).
Segundo o gestor, as tratativas com o governo federal foram retomadas há dois meses. O município já havia solicitado em 2023 a habilitação de sete novas equipes – além das dez em funcionamento – e a contratação de pelo menos 35 Agentes Comunitários de Saúde.
Atualmente, a cidade conta com 51 ACS, que entre maio e agosto realizaram visitas em 104.573 domicílios. Do total, 65.439 residências receberam atendimento, 156 recusaram a visita e em 38.978 (37%) os moradores não estavam presentes.
“É um problema sim, mas estou disposto a discutir soluções coletivas para reduzir esse índice de ausência”, afirmou Leonardo.
Saúde em números
- Atendimentos médicos: 36.920 nas sete UBS do município no 2º quadrimestre (Clínica Geral, Ginecologia e Pediatria). O número foi inferior ao do 1º quadrimestre (38.690).
- Enfermagem: mais de 14 mil atendimentos e 99 mil procedimentos realizados (aferição de pressão, coletas, curativos simples).
- Assistência social: 1.669 atendimentos, contra 2.087 no período anterior.
- Psicologia: 3.663 pessoas atendidas.
- Nutrição: 2.364 orientações realizadas.
- Bolsa Família: acompanhamento de 74,5% das famílias beneficiadas (meta era 80%).
Desafios
O relatório também destacou dois pontos críticos:
- Ausência em agendamentos: 30,7% dos pacientes faltaram a consultas e 34,3% não compareceram a exames marcados pela Central de Regulação.
- Visitas domiciliares: alto índice de moradores ausentes durante as visitas dos agentes comunitários.
Orçamento e organizações sociais
A prestação de contas ainda incluiu a atuação das OS’s (organizações sociais), responsáveis pela gestão de unidades como a Maternidade, o PAM Barreto, a Casa Rosa e Azul e o Centro de Especialidades.
No período, o município aplicou 37% do orçamento em ações e serviços de saúde, percentual acima do mínimo constitucional exigido.
A íntegra da audiência está disponível no canal oficial da Câmara no YouTube, e o relatório pode ser acessado no Portal da Transparência.
