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Arujá inaugura Bosque do Real “Ladislau de Rossi” e amplia espaços verdes

Bosque do Real: Arujá ganha seu 3º Parque Municipal

Foto: Divulgação

Parque com 20 mil m² no Jardim Real oferece lazer, preservação ambiental e homenageia duas figuras históricas da cidade

Arujá, a “Cidade Natureza”, segue ampliando seus espaços verdes e comemorou, no último sábado (9), a inauguração do Bosque do Real “Ladislau de Rossi” — terceira área verde entregue pela Prefeitura nos últimos cinco anos. Com 20 mil m² de natureza preservada no Jardim Real, o espaço reúne mais de 70 árvores de 26 espécies, incluindo frutíferas como pitangueiras e mangueiras, e abriga até uma família de bichos-preguiça que encanta os visitantes.

O Bosque do Real foi projetado para oferecer lazer e contato com a natureza às famílias arujaenses. Entre os atrativos, há uma pista de caminhada de 650 metros — nomeada Manuel Silva de Araújo —, área recreativa infantil, mirante, sanitários e bebedouros com acessibilidade, além de estacionamento para cerca de 40 veículos.

O espaço também se destaca pela sua rede hídrica. Abastecido pelo Córrego Caputera, cuja nascente fica próxima à quadra de esportes do Jardim Real, o bosque recebe ainda a contribuição de um afluente formado por duas nascentes internas, que aumentam o volume e melhoram a qualidade da água. Outras pequenas nascentes espalhadas pelo parque ajudam a preservar o ecossistema, com toda a drenagem desaguando no lago principal antes de seguir para o Jardim Via Dutra.

Cabe ressaltar que o investimento empregado no Bosque do Real teve parceria com a Companhia da Sabesp (Saneamento Ambiental). A reestruturação da área e administração se dá por conta das secretarias municipais de Obras, Planejamento, Serviços, Turismo, Cultura, Governo e Meio Ambiente.

Durante a entrega do bosque, o prefeito Luis Camargo comentou sobre uma característica do parque:

“Esse parque tem uma característica especial, por que conseguimos mostrar que é possível fazer a descontaminação das nossas águas. Antes de começarmos a dar vida ao parque, fizemos todo o esgotamento sanitário no entorno e, em parceria com a Sabesp, hoje a nascente do Rio Caputera está descontaminada”.

Clau Camargo, primeira-dama e coordenadora do Fundo Social de Solidariedade, por sua vez, falou sobre a alegria de participar de algo que fica marcado na história da cidade:

“Esse parque é mais uma daquelas entregas que nos deixa muito felizes. Um espaço para a família arujaense curtir, fazer um piquenique e ter contato com a natureza, que é o bem maior da nossa cidade”.

O secretário municipal de Planejamento, Marco Valdanha, comentou como a área se encontrava e como está agora:

“Só a gente sabe o trabalho que deu para fazer esse parque. Esse espaço estava mais para um esgoto a céu aberto e, graças a parceria com a Sabesp, agora se encontra revitalizado”.

Durante a cerimônia foi realizado um minuto de silêncio em respeito ao falecimento de Hadassa Machado, diretora da Diretoria da Pessoa com Deficiência. Além disso, houve o ato simbólico de descerramento da placa inaugural do parque.

O evento de inauguração contou com a presença da presidente da Câmara Municipal, Profª Cris (PSD), e dos vereadores Caio Mãos Solidárias (União), Divinei da Silva (PL), Reynaldinho (PSD), Pastor Moisés Chocolate (União), Juvenildo Barboza (PP), Leandro Larini (PL), Paulinho Maiolino (PSD), Professor Danilo (PSD), Renan de Arujá (PODE), Robertinho (PSD) e Tiago Ursão (MDB).

Também participaram o secretariado municipal, representantes da Sabesp, como Alexandre Marques e Elis Regina, a intérprete de Libras Ana Maria Machado, além de servidores e moradores que compareceram em peso.

A cerimônia teve ainda a presença da esposa do Sr. Ladislau, Izaltina, e de sua família, assim como da esposa do Sr. Manuel, Dona Geralda, e familiares. Ambas receberam placas em homenagem às nomeações que batizam a pista de caminhada e o bosque.

Biografia de homenageados

Ladislau de Rossi

Ladislau de Rossi nasceu em 27 de junho de 1925, no distrito de Vila Fortuna — na época pertencente ao município de Campos Novos e atualmente integrado a Oscar Bressane (SP). Era filho de Eugênio de Rossi e Ignez Del Tedesco, neto de imigrantes italianos do norte da Itália que vieram ao Brasil para trabalhar como colonos nas fazendas de café.

Seus pais se casaram em Arceburgo (MG) e, após o casamento, mudaram-se para a região de Oscar Bressane, onde adquiriram terras para o cultivo de café.

Ladislau cursou o ensino fundamental e ginásio em colégios católicos internos em Assis e Botucatu. Trabalhou com o pai e irmãos em um comércio familiar e em uma beneficiadora de café em Oscar Bressane.

Em 1956, seu pai comprou um sítio de 8 alqueires no bairro da Penha, em Arujá (SP), e a família mudou-se para lá, dividindo a rotina entre São Paulo e Arujá. No sítio, criavam vacas para produção de leite, queijos e manteiga, tanto para consumo próprio quanto para venda.

Ladislau foi nomeado perito junto ao Banco do Brasil e ao Poder Judiciário para atuar em litígios de divisas de terras. Em 1962, foi credenciado pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia).

Contribuiu significativamente para o desenvolvimento urbano da região, medindo áreas e demarcando loteamentos em Arujá, Santa Isabel e Itaquaquecetuba. Participou da demarcação de praticamente todos os loteamentos de Arujá, entre eles:

Manuel Silva de Araújo

Após a Segunda Guerra Mundial (1945), Manuel Silva de Araújo iniciou uma trajetória marcada por trabalho árduo e dedicação. De origem humilde, trabalhou nos cafezais de Minas Gerais e nas obras iniciais do Metrô de São Paulo — experiências que valorizava e das quais gostava de contar histórias.

Em 1969, mudou-se para Arujá, morando na Vila Ferreira com três de seus filhos, e teve outros cinco filhos na cidade (dois faleceram recém-nascidos). Homem honesto e trabalhador, orgulhava-se de ter trabalhado na Firpavi Construtora e Pavimentadora, onde conduzia máquinas pesadas, além de empregos na antiga RCN Radiadores (hoje Mahle) e nas Pedreiras Nassau e Vicente Mateus.

No entanto, seu maior orgulho foi ter sido servidor público da Prefeitura de Arujá. Trabalhou como operador de máquinas, apontador de ponto, motorista de ambulância e motorista do caminhão de coleta de lixo. Foi muito querido e respeitado por colegas e chefias.

Destacou-se por humanizar o atendimento às famílias enlutadas na cidade, especialmente no Velório Municipal, transformando a forma como a cidade acolhia esses momentos difíceis. Executava seus serviços com respeito e empatia, mesmo nas tarefas mais duras, como buscar corpos no IML de São Paulo ou Guarulhos.

Manuel Silva de Araújo, conhecido como “Seu Manuel” ou “Nezinho”, era natural do Sertão Paraibano, criado na cidade de São Paulo, e dedicou sua vida à família e a Arujá. Pai de seis filhos, avô de cinco netos, esposo de Dona Geralda, foi um cidadão arujaense de coração, cuja memória permanece viva na cidade. Faleceu em 2022, deixando um legado de trabalho, respeito e amor pela comunidade.

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