Meta é arrecadar mais de R$ 1 bilhão, em um ano, até 2028
A criação do Polo Tecnológico pode impulsionar a vinda de empresas do setor de tecnologia, o que pode ampliar a arrecadação e a renda em Arujá. De acordo com o secretário municipal de Finanças, Caio Araújo, em audiência pública na Câmara Municipal, a meta é alcançar um orçamento de R$ 1 bilhão nos próximos anos. Para 2026, a projeção da Secretaria de Finanças é chegar a R$ 760 milhões.
“O Plano de Incentivo Fiscal, assim como as alterações no Código Tributário, foram fundamentais para dar maior clareza aos empresários e demonstrar quais são as áreas prioritárias para Arujá”, disse.
Caio “revelou” as metas da administração municipal após ser indagado pelo vereador Tiago Ursão (MDB) sobre as estratégias da gestão para garantir o equilíbrio financeiro, orçamentário e fiscal.
Caio ainda informou ao parlamentar que, devido ao cenário nacional “adverso”, a previsão para 2026 está menor do que a projetada para exercícios anteriores. Arujá, no entanto, vem registrando crescimento constante da receita desde 2018.
O motivo, segundo o secretário, é o esforço para melhorar a receita própria e minimizar os impactos externos. “A aposta é a tecnologia”, reforçou ao salientar que o Município não quer qualquer empresa.
“Vamos aproveitar o nosso posicionamento (estratégico) e escolher bem. Não adianta atender aos nossos objetivos somente a curto prazo. Queremos Arujá em outro patamar”, afirmou Caio.
A presidente da Casa, Profª Cris (PSD), ressaltou que o Poder Legislativo está alinhado a essa visão de futuro. Tanto que, no primeiro trimestre do ano, devolveu cerca de R$ 430 mil aos cofres municipais para implementação do Polo de Tecnologia.
Leandro Larini (PL), que também participou da audiência, salientou a preocupação do seu mandato com o assunto. É de sua autoria a criação da Semana da Inovação e da Criatividade de Arujá e do anteprojeto que trata da Lei Municipal da Inovação.
A instalação do Polo é uma das prioridades da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e está prevista na LDO 2026.