Sociedade precisa encontrar novos caminhos para alcançar a paz.
Todos ficaram atônicos com o depoimento do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que afirmou na semana passada que foi ao Supremo Tribunal Federal (STF), armado, em 2017, com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes. O motivo do atentado – que não chegou a ser executado – foi uma insinuação feita por Mendes contra a filha de Janot.
Se o “principal defensor da sociedade” quis matar um ministro do STF, imagine as demais pessoas? Valores como o respeito às diferenças, à pluralidade e aos adversários estão cada vez mais em desuso. A última eleição presidencial deixou feridas expostas em amigos e famílias. A raiva contra o outro alcança níveis estratosféricos apenas por opiniões ditas e não por crimes, de fato, cometidos.
A Era do Ódio é aprofundada pela Era das Fake News e por uma sociedade em que os suicídios crescem, assim como o índice de pessoas com depressão – doença chamada por alguns de O Mal do Século. É mais do que necessário trabalhar a questão das emoções, principalmente entre os jovens. Vale destacar a iniciativa do psicólogo e escritor Augusto Cury, que criou a Escola da Inteligência, que trabalha as questões socioemocionais nas escolas.
A sociedade precisa encontrar outros caminhos. As famílias devem dialogar mais. Os amigos precisam escutar uns aos outros. Nos ambientes de trabalho e escolar, o respeito às diferentes opiniões deve prevalecer. Que bonito será o dia em que nos preocuparmos mais com o bem comum do que querer obrigar os outros a falarem apenas o que desejamos.
