Uelton Almeida é o vereador eleito, mas se licenciou após ser preso por matar o namorado da ex-mulher
O vereador Betinho (União Brasil) solicitou licença do cargo na Câmara Municipal de Arujá e retornou ao comando da Secretaria Municipal de Esportes. Com isso, o segundo suplente, pastor Moisés Chocolate (União Brasil), tomou posse durante a sessão realizada na segunda-feira (2).
Pós-graduado em Gestão Pública, Chocolate afirmou que manterá como prioridade a defesa de políticas públicas voltadas à população em situação de vulnerabilidade social.
“Retornei a esta Casa para dar continuidade ao trabalho iniciado no ano passado”, declarou.
Durante os oito meses em que atuou no Legislativo, o parlamentar integrou a Comissão de Segurança Pública e apresentou 11 projetos de lei. Entre eles, o projeto nº 61/2025, que instituiu o Programa Municipal Mesa Cheia, voltado ao incentivo e reconhecimento de ações voluntárias de arrecadação e distribuição de alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade. A proposta foi aprovada e está em vigor no município.
Também é de autoria do vereador o projeto de lei nº 70/2025, que garante prioridade de matrícula de irmãos na mesma unidade escolar da rede municipal de ensino. A medida foi aprovada pela Câmara e segue vigente.
Chocolate teve que deixar a cadeira no Legislativo, em janeiro, por conta da demissão do vereador Uelton Almeida (União Brasil) do cargo de secretário adjunto de Segurança Pública. Almeida está preso por matar o GCM de Mogi das Cruzes, Nelson Caetano de Lima Neto, na noite da véspera de Natal, na casa de sua ex-mulher. Ele pediu licença do cargo para não correr o risco de ser cassado por faltas.
Trajetória política
Chocolate ingressou na política em 1999, filiado ao PDT. Candidatou-se a vereador em 2000 e 2004, sem êxito. Em 2009, atuou como assessor do então vereador Marcio de Oliveira (PRB), ex-vice-prefeito de Arujá.
No mesmo ano, passou a integrar a equipe da área de Assistência Social da Prefeitura de Guarulhos, onde permaneceu até 2017.
Após as eleições de 2018, recebeu convite do então prefeito José Luiz Monteiro (MDB) para atuar como fiscal escolar na Secretaria Municipal de Educação. Posteriormente, assumiu cadeira no Legislativo como segundo suplente.