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Câmara de Arujá homenageia fanfarra e coroinhas durante sessão

moção de aplausos Câmara de Arujá

Foto: Imprensa/CMA

Vereadores também aprovam moção de pesar, reconhecimento das festas de Congada e São Gonçalo como patrimônio cultural e proposta de combate ao bullying e ao capacitismo

A Câmara de Arujá realizou na noite desta segunda-feira (17) a 67ª Sessão Ordinária, marcada por homenagens a integrantes da Fanfarra Municipal e a jovens que atuam como coroinhas, acólitos e cerimonialistas em paróquias da cidade. Os vereadores também aprovaram uma moção de pesar e projetos relacionados à cultura e ao combate à violência no ambiente escolar.

Dezenas de jovens integrantes da Fanfarra Municipal receberam uma Moção de Parabenização e Aplausos pelo desempenho alcançado no 9º Concurso de Bandas e Fanfarras de Santos, realizado no mês passado.

A homenagem foi proposta pelo vereador Divinei da Silva (PL) e também contemplou as Secretarias Municipais de Cultura e de Assistência Social, responsáveis pela manutenção do projeto na cidade.

Coroinhas recebem homenagem na Câmara

Outra Moção de Parabenização e Aplausos foi destinada aos jovens que auxiliam sacerdotes e colaboram na organização das celebrações da Igreja Católica em Arujá. A iniciativa foi apresentada pelos vereadores Caio Mãos Solidárias (União) e Dalvana Penha (Republicanos) e reconheceu a dedicação e o compromisso dos coroinhas, acólitos e cerimonialistas.

Participaram da sessão os padres Maycon Custódio, da Paróquia Senhor Bom Jesus de Arujá; Celso Lucas, da Paróquia Santo Expedito; José Orlando, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida; e Clerison Souza, da Paróquia Nossa Senhora da Paz. Dezenas de jovens homenageados também acompanharam a sessão.

Câmara aprova moção de pesar

Os vereadores aprovaram ainda uma Moção de Pesar pelo falecimento de Nelson Bernardo Júnior, ocorrido na semana passada em decorrência de um infarto do miocárdio.

De autoria do vereador Reynaldinho (PSD), a homenagem destacou a trajetória do antigo morador de Arujá e conhecido leiloeiro da cidade. Nelson era pai do ex-vereador e atual secretário municipal de Habitação, Vinícius Pateta, que acompanhou a sessão ao lado de familiares.

“Que Deus conceda conforto aos corações enlutados, fortalecendo a família para enfrentar este momento de despedida, e que as boas lembranças deixadas pelo Senhor Nelson permaneçam como legado de sua vida”, declarou Reynaldinho.

Congada e São Gonçalo podem virar patrimônio cultural de Arujá

Na mesma sessão, a Câmara aprovou o Projeto de Lei nº 143/2026, que reconhece as Festas de Congada e São Gonçalo como Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Arujá. A proposta também é de autoria de Reynaldinho e, após a aprovação pelos vereadores, segue para sanção ou veto do Executivo.

As manifestações fazem parte das tradições culturais e religiosas preservadas no município e, com a sanção da proposta, passarão a contar com reconhecimento formal como patrimônio imaterial de Arujá.

Projeto propõe data de combate ao bullying e capacitismo

Em primeira discussão, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei nº 152/2026, que institui o Dia Pedro Luis Badega Dias Salum de Conscientização contra a Violência, o Bullying e o Capacitismo no Ambiente Escolar.

De autoria do vereador Professor Danilo (PSD), a proposta estabelece o dia 21 de julho para a realização anual da mobilização em Arujá.

A escolha da data faz referência ao nascimento de Pedro Luis Badega Dias Salum, em 21 de julho de 2011. O adolescente com Síndrome de Down foi vítima, segundo relatos mencionados na justificativa do projeto, de uma agressão dentro de uma escola estadual em 28 de maio deste ano. Uma pessoa que tentou defendê-lo também teria sido agredida.

“Esse episódio causou profunda indignação e reforçou a necessidade de ampliar o debate sobre violência escolar, bullying, inclusão, respeito às diferenças e combate ao capacitismo”, afirmou Professor Danilo.

Segundo o parlamentar, a proposta pretende transformar o episódio em uma oportunidade permanente de conscientização nas escolas.

“A intenção é que sua história não seja lembrada apenas pela violência sofrida, mas principalmente pelo compromisso coletivo de construir uma realidade diferente, onde nenhuma criança seja excluída, humilhada ou violentada por sua condição, deficiência ou qualquer outra característica pessoal”, declarou.

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