Industriais cobram reforma tributária para contribuir para a competitividade do setor
O Ciesp Guarulhos celebrou, na tarde de quarta-feira (17), os 40 anos da entidade e o Dia da Indústria, que é comemorado em 25 de maio. Durante o evento, o presidente do Ciesp, Rafael Cervone, enalteceu a atuação dos industriais da região, que abrange também Arujá, Santa Isabel e Mairiporã.
“É uma das principais diretorias regionais que temos, com grande concentração de indústrias de ponta e alta tecnologia”, disse Cervone.
O diretor titular do Ciesp Guarulhos, Maurício Colin, destacou o empenho dos industriais, que contribuem efetivamente há décadas com a economia da cidade. Foi realizada uma homenagem a 11 associados, que estão na instituição há mais de quatro décadas, que foram BrasilMinas, Cindumel, Cummins, Genco, Hitachi, Braspar, Italbronze, Lepe, Maggion, São Rafael e Veros.
Em relação a Arujá, Colin destacou a atuação da indústria na cidade, que contribuiu com 16,1% do PIB (Produto Interno Bruto). Vale lembrar que o PIB per capita de Arujá é o maior entre os municípios do Alto Tietê.
“Arujá é um potencial industrial. A cidade está se transformando. O PIB per capita da indústria é fortíssimo. É uma cidade que tem poucas áreas para indústria, mas é muito forte industrialmente”, disse Colin.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José Carlos Santos, participou do evento e ressaltou a parceria com o Ciesp Guarulhos.
“Temos mais de 200 indústrias e uma parceria muito forte com o Ciesp e o Senai. Nossa proposta é formar até 1,5 mil profissionais por ano para fortalecer a mão de obra local para as empresas”, comentou.
De acordo com Colin, a maior preocupação do setor, na esfera federal, é a reforma tributária que está em discussão no Congresso Nacional. Já Cervone disse que a reforma tributária é o primeiro passo, mas há outras demandas para fortalecer a indústria nacional e torná-la mais competitiva em comparação com outros países.
“Temos que agilizar a reforma tributária para acabar com a guerra fiscal entre os estados. Esse é um ponto entre tantos. Estamos muito atrás em competitividade. Precisamos de várias ações sincronizadas”, afirmou o presidente do Ciesp.
