Confira a programação gratuita disponível para os arujaenses
Com uma extensa programação nas áreas de música, dança, circo, teatro, cinema, literatura, artes visuais e tecnologias, o Circuito Sesc de Artes chega a 2023 levando uma programação gratuita com espetáculos, intervenções, mediações de leitura e oficinas, às praças, ruas e parques de 123 cidades do estado de São Paulo. Em Arujá, o encontro acontece neste sábado (28), das 15h às 19h, na Praça do Coreto.
Realizado desde 2008, o Circuito Sesc de Artes ao concentrar todas as atividades em espaços públicos, como praças e parques, que são pontos de referência em cada município, convida a população a desfrutar de uma programação diferente e vivenciar experiências únicas.
“É na confluência de ruas e sentidos, largos e praças, unindo expressões artísticas e públicos diversos, que ocorre o Circuito Sesc de Artes. Com tais iniciativas, que oferecem tanto experimentações socioculturais quanto vivências coletivas, o Sesc reitera sua atuação na difusão de conhecimentos, contribuindo assim para a ampliação de repertórios de seus públicos. E ao estimular a convivência com a diversidade de pessoas e ambientes, entendendo-a como elemento central de sociabilização, a instituição espera ainda reforçar as conexões democráticas que sustentam o tecido social”, comenta Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo.
Programação
Autorretrato e antirracismo – Coletivo Malungo (SP)
Junto de sua equipe, o fotógrafo Avelino Regicida propõe uma atividade que busca incentivar a reflexão e o diálogo sobre identidades raciais, combatendo o racismo desde cedo. O meio de expressão escolhido é o autorretrato, que motiva as crianças a se reconhecerem e valorizarem suas características únicas. Utilizando exercícios práticos que exploram técnicas variadas, Regicida transforma a fotografia em uma ferramenta pedagógica para desenvolver o olhar.
Cordel de geladeira - Sobrado Amarelo (BA/SP)
A oficina mostra como produzir ímãs de geladeira personalizados por meio da impressão de xilogravuras, estampas entalhadas em relevo sobre madeira. Primeiro, os participantes escolhem os temas e montam pequenas composições com imagens que remetem às capas de livros de cordel. Em seguida, os carimbos escolhidos recebem a tinta e são aplicados no papel. A aplicação de uma manta magnética e de papel adesivo transparente, por fim, completa o acabamento das peças.
DJ Tati Laser (SP)
Nascida em uma família com vocação musical – os pais disputavam campeonatos de samba-rock quando ela era criança –, a paulistana Tatiane da Silva Oliveira decidiu ser DJ ainda na adolescência. Conhecida como Tati Laser, é uma das poucas mulheres que fazem discotecagem na cena hip hop, com seleções de soul, r&b e rap underground. Em 2020, foi uma das criadoras do coletivo As Mina Risca, que reúne apenas DJs mulheres. Já promoveu oficinas sobre técnicas de mixagem em diversas cidades do interior de São Paulo.
Mundo jardim: conto de todos os cantos - Movimento Vem Brincar (SP)
Educadores com experiência em diversas linguagens artísticas e apaixonados por histórias comandam a mediação de leitura, que trata a literatura como um jardim: os livros são as sementes que germinam saberes e ideias. Em uma atividade que inclui também temas da tradição popular, música de percussão e brincadeiras, os participantes embarcam em uma jornada de descobertas com narrativas que desvendam mundos desconhecidos e culturas inexploradas.
Raiow rainhas – Rainhas do Radiador (SP)
Em meio a muita diversão e irreverência, três excêntricas palhaças executam acrobacias e outros números de habilidade, mostrando que as mulheres podem estar em qualquer lugar e que atuam sempre com competência. Poderosas e inusitadas, sem ter medo do ridículo, as personagens disputam a final de um campeonato de luta livre, apresentam as composições de sua banda circense e se desdobram em cenas de ilusionismo, como o clássico truque que serra uma pessoa ao meio.
Girança - Batakerê (SP)
Na comemoração de seus 20 anos de existência, o grupo formado na periferia de São Paulo apresenta uma intervenção artística que une a beleza da música, da dança e das brincadeiras afro-brasileiras numa combinação de saberes ancestrais. À medida que os sons vão ecoando e os corpos começam a girar, uma grande roda se forma e convida o público a circular pelo espaço. Para encerrar a apresentação, um show percussivo incentiva todos a participar da performance.

