Candidata a deputada estadual pelo PSD fala sobre campanha, participação das mulheres na política e propostas para um eventual mandato
Presidente licenciada do Fundo Social de Solidariedade e primeira-dama de Arujá, Clau Camargo (PSD) disputa uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) nas eleições deste ano. Advogada, ela é casada com o prefeito Luis Camargo (PSD) e tem como uma das principais referências de sua trajetória o trabalho desenvolvido na área social do município.
Entre as iniciativas que ganharam projeção durante sua atuação no Fundo Social está o Vale Reciclar, programa que permite a troca de materiais recicláveis por produtos e serviços e que Clau pretende utilizar como referência para propostas em um eventual mandato estadual.
Em entrevista ao Arujá Repórter, a candidata falou sobre a receptividade da campanha, a influência da gestão do marido em sua candidatura, participação feminina na política, distribuição de emendas parlamentares e as prioridades que pretende defender caso seja eleita deputada estadual.
Confira a entrevista
Qual tem sido a sua receptividade perante os eleitores nesta eleição?
Clau – Tenho recebido uma receptividade muito positiva, tanto em Arujá quanto nos municípios que tenho visitado. Tenho procurado fazer uma campanha baseada principalmente no diálogo: ouvir as pessoas, conhecer suas demandas e apresentar as experiências que construí ao longo dos últimos anos. Para mim, esse contato direto é fundamental para entender o que a população espera de um representante na Assembleia Legislativa.
A gestão Camargo teve a maior aprovação do Brasil na última eleição municipal. Isso pode te ajudar neste pleito?
Clau – A reeleição do prefeito Luis Camargo, com 94,32% dos votos válidos, foi um resultado muito expressivo e demonstra o reconhecimento que a população de Arujá deu à gestão. Naturalmente, essa experiência faz parte da minha trajetória, mas esta é uma eleição diferente e uma decisão que pertence exclusivamente ao eleitor. Quero que as pessoas conheçam o meu trabalho, minhas propostas e a experiência que construí à frente do Fundo Social para que possam avaliar o que posso contribuir no Legislativo estadual.
Como a sua experiência à frente do Fundo Social de Solidariedade pode contribuir para um possível mandato na Assembleia Legislativa?
Clau – O Fundo Social me colocou em contato diário com pessoas que enfrentam dificuldades muito diferentes: falta de renda, desemprego, problemas relacionados à saúde, alimentação, moradia e oportunidades. Essa experiência me ensinou que uma política pública precisa conhecer a realidade de quem está na ponta. Também tivemos a oportunidade de desenvolver projetos que foram reconhecidos como boas práticas no Estado, como o Vale Reciclar. Em um eventual mandato, quero levar essa experiência para a discussão de políticas públicas que possam ser ampliadas e adaptadas para diferentes municípios.
De que forma você pretende distribuir as emendas parlamentares que tiver direito?
Clau – Quero trabalhar com critérios claros e transparência. As emendas devem atender demandas concretas dos municípios e, principalmente, contribuir para melhorar a vida da população. Saúde, educação, assistência social, infraestrutura, segurança, proteção animal e geração de oportunidades são áreas que considero importantes. Também pretendo ouvir prefeitos, vereadores, entidades e a população antes de definir a destinação dos recursos, sempre observando os critérios legais e a disponibilidade orçamentária.
Faltam mulheres nos Legislativos brasileiros. Como trabalhar neste convencimento junto ao público sobre este tema?
Clau – Acredito que a participação feminina na política precisa ser ampliada não apenas porque as mulheres representam uma parcela significativa do eleitorado, mas porque elas também precisam estar presentes nos espaços onde as decisões são tomadas. O caminho, na minha opinião, passa por incentivar novas lideranças, dar visibilidade às mulheres que já atuam em suas comunidades e mostrar que política também é um instrumento para transformar problemas cotidianos em políticas públicas. Quero contribuir para que mais mulheres percebam que também podem ocupar esses espaços.
Qual é o maior desafio que encara em um possível mandato?
Clau – Um dos maiores desafios será transformar as demandas que chegam dos municípios em ações concretas dentro de uma estrutura que envolve orçamento, legislação e diferentes órgãos públicos. Quero estar preparada para ouvir, estudar cada problema e buscar soluções possíveis. Um mandato estadual precisa ter presença nos municípios, mas também capacidade de dialogar e fiscalizar dentro da Assembleia.
Já tem ideia de projetos a serem apresentados? Se sim, quais?
Clau – Algumas propostas já estão sendo discutidas a partir das experiências que tive no Fundo Social. Uma delas é estudar formas de ampliar para outros municípios iniciativas como o Vale Reciclar, que associa reciclagem, sustentabilidade e apoio às famílias. Também quero trabalhar com propostas relacionadas à saúde da mulher, autonomia financeira feminina, proteção social, educação, proteção animal e políticas que aproximem os serviços públicos das pessoas. Mas vou lutar ainda para colocar projetos já aprovados em práticas como, por exemplo, a necessidade de auxiliares de vida escola para cuidar de crianças atípicas dentro da sala de aula das escolas estaduais. Usar da minha experiência e do meu conhecimento como advogada para fazer valer leis que ainda não estão sendo cumpridas.
Como vai trabalhar nessa reta final de campanha?
Clau – Vou manter o trabalho que venho fazendo desde o início: percorrer os municípios, conversar com a população, apresentar minhas propostas e ouvir as demandas de diferentes regiões do Estado. Esta reta final será principalmente de diálogo e proximidade. Quero chegar ao dia da eleição tendo apresentado de maneira clara quem sou, minha trajetória e aquilo que pretendo defender caso seja eleita.