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Crianças com estrabismo devem ser diagnosticadas até os sete anos

Foto: Divulgação
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Oftalmologista afirma que a correção ocular não é apenas uma questão estética

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) mostram que o estrabismo está presente entre 2% e 4% das crianças com idade até sete anos. A correção vai muito além da estética, mas também garante que a qualidade da visão seja preservada, segundo alerta de especialista.

A especialista em oftalmologia pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Adriana Paschoal, explica que a condição pode se apresentar de forma oblíqua (desvio de ângulo); vertical (para cima); divergente (para fora); ou convergente (para dentro), mas de qualquer maneira é necessária a avaliação de um oftalmologista:

“A correção ocular pode ser feita de diferentes formas, com o uso de tampão, ou de óculos aliados à intervenção cirúrgica. É importante frisar que o diagnóstico deve ser realizado antes de a criança completar sete anos de idade, a fim de garantir mais eficácia no tratamento que melhor se encaixar à situação”, explica a médica.

A especialista acrescenta ainda que até os sete anos, a criança está em desenvolvimento visual: “Trata-se de um processo cognitivo, cerebral, e se a correção não acontecer até essa faixa etária – não apenas o estrabismo, mas em outras situações  – a criança pode não aprender a enxergar, apresentando baixa visão para o resto da vida. Por isso é necessária uma avaliação criteriosa”.

A especialista afirma que a cirurgia visa o paralelismo dos olhos, entretanto, se realizada após os oito anos, não garante que possíveis perdas de visão sejam corrigidas. Adriana alerta ainda que o acompanhamento da criança com o oftalmologista deve começar cedo, com uma periodicidade anual, a fim de acompanhar o desenvolvimento ocular infantil.

“O estrabismo pode se desenvolver tanto no nascimento, quanto na primeira infância, e até na vida adulta, se decorrente de alguma doença – como diabetes ou esclerose múltipla – porém, mais importante que a estética, é garantir uma visão de qualidade, independente da condição de estrabismo”, finaliza.

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