Com mais de 102 milhões de ocupados, país registra menor número de desalentados desde 2016
O Brasil registrou no segundo trimestre de 2025 a menor taxa de desemprego já apurada pelo IBGE desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. O índice recuou para 5,8%, ante 7% no primeiro trimestre do ano e 6,9% no mesmo período de 2024. Até então, a menor taxa havia sido registrada em novembro de 2024, com 6,1%.
No trimestre encerrado em junho, o país somava 102,3 milhões de trabalhadores ocupados e cerca de 6,3 milhões desocupados. O número de pessoas à procura de emprego caiu 17,4% (menos 1,3 milhão) em relação ao trimestre anterior, enquanto o total de ocupados cresceu 1,8% – o equivalente a mais 1,8 milhão de brasileiros trabalhando.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado chegou a 39 milhões, o maior contingente já registrado, com alta de 0,9% sobre o trimestre anterior. Também houve crescimento no número de trabalhadores sem carteira, que passou para 13,5 milhões (+2,6%).
Pesquisa atualizada
o de pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação — com ou sem carteira assinada, temporários e autônomos. Apenas quem está efetivamente procurando emprego é considerado desocupado. A amostra inclui 211 mil domicílios em todo o país.
Entre os destaques está a queda na taxa de informalidade, que recuou para 37,8%, o menor nível desde o segundo trimestre de 2020 (36,6%). São considerados informais os trabalhadores sem carteira assinada e os que atuam por conta própria ou empregam sem CNPJ, sem acesso a direitos como férias, 13º e seguro-desemprego.
O número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam — também caiu, chegando a 2,8 milhões, o menor patamar desde 2016. O dado reforça o cenário de maior confiança no mercado de trabalho e de recuperação econômica.
Salários
O mercado de trabalho aquecido pode ser sentido no bolso do trabalhador. O IBGE revelou que o rendimento médio mensal atingiu R$ 3.477, o maior já apurado. Esse valor fica 1,1% acima do recebido no primeiro trimestre do ano e 3,3% maior que o do segundo trimestre do ano passado.
O maior número de pessoas ocupadas e o recorde no rendimento fizeram com que a massa de rendimentos – o total de dinheiro que os trabalhadores recebem – também atingisse o ponto mais alto já alcançado, R$ 351,2 bilhões. É dinheiro que termina movimentando a economia, seja em forma de consumo ou poupança. Esse patamar supera em 5,9% (R$ 19,7 bilhões) o montante do mesmo trimestre de 2024.
(com informações de Agência Brasil)

