Brincar é bem melhor para a criança do que ficar no celular.
Manter os pequenos entretidos durante uma viagem, um almoço no restaurante, à espera de uma consulta, ou até mesmo em casa, quando os pais querem um pouco de silêncio, não é tarefa fácil. Semana passada, falei sobre as pesquisas que apontam os malefícios que o uso das telas traz a longo prazo às nossas crianças. Pode gerar problemas psicológicos, escolares e de saúde. Hoje, quero falar de dicas para substituirmos o uso exagerado dessas telinhas tão atrativas e danosas.
A tecnologia veio com tudo mas nós não devemos terceirizar os cuidados que devemos ter com nossos filhos à ela. Precisamos dedicar tempo de qualidade, diálogo com nossos filhos e também criar métodos para nos conectar verdadeiramente com eles. Primeiro passo a ser dado é definir quanto tempo por dia a criança poderá assistir. Tentar seguir as indicações de 0 a 2 anos = sem telas / até 5 anos = 1 hora por dia / até 12 anos = 2 horas por dia.
Mesmo com pouco tempo, podemos usar algumas ferramentas que chama a atenção das crianças. Quando bebês, são mais fáceis de conduzir, basta sempre ter algo colorido na mão e que faça algum barulhinho que a diversão é garantida porque eles são curiosos e sentem prazer em tocar, provar e sentir as coisas ao redor.
Quando a criança é maiorzinha, dá pra levar para cozinha onde poderão manusear os utensílios e ingredientes. Aprenderão novas texturas, aromas e sabores. É importante inserir a criança no seu dia a dia e na sua rotina. Gera responsabilidade.
Outra dica bacana é fazer uma horta. Crianças amam mexer com a terra. Além da diversão, é uma ótima terapia para aliviar a ansiedade, relaxar, treinar a paciência e estimular o consumo de alimentos saudáveis.
Quando forem ao restaurante, tem locais que disponibilizam alguma massa para as crianças se entreterem, pergunte. Mas é sempre bom ter na bolsa giz de cera e um bloquinho, se não tiver o bloquinho, serve o guardanapo mesmo. Outra dica é levar um bom livro. As crianças adoram ver cores fortes e que narrem uma história.
Quando a criança cresce, dá para estender o risque e rabisque para jogos mais elaborados ou até mesmo passar um bom tempo apenas conversando. Puxe papo com perguntas que estimulem a imaginação dela.
Jogar bola, sentar no chão para montar um quebra-cabeça, pintar, ler uma história, brincar de casinha, esconde-esconde, pega-pega e por aí vai. Deixe a criança usar a imaginação.
Pode acontecer de a criança estar cansada e com sono. Aí, nada dessas dicas pode adiantar. Se estiver fora de casa, o jeito é adiantar o fim do passeio, respeitar seus limites.
Ah, outra dica importante é: estabeleça locais em que a família não deva mexer em celular, exemplo, durante as refeições, no quarto. Preservar alguns momentos em família abre espaço para o diálogo. As crianças imitam o comportamento de seus pais.
Repense sua relação com os aparelhos eletrônicos. Quanto tempo você vem dedicando a eles? Lembre-se, você é um espelho para se filho. Criança quer atenção e requer tempo. Temos que repensar muitas coisas, inclusive nossos próprios excessos com as telas.
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