Ministério Público reforça sigilo e proteção das vítimas em investigação de exploração infantil
Agentes da Polícia Civil de São Paulo, em conjunto com o Ministério Público da Paraíba e do Trabalho, cumpriram mandados de prisão temporária contra Hytalo Santos e Israel Nata Vicente, investigados por exploração de menores em conteúdos de redes sociais. As ordens, expedidas pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux, incluem também buscas nos endereços dos suspeitos.
Hytalo Santos é investigado pelo MPPB e pelo MPT por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para redes sociais. O caso ganhou repercussão após denúncias feitas pelo youtuber Felca, que apontou situações de adultização de crianças e adolescentes.
Em nota, o MPPB reforçou que as apurações criminais estão sendo conduzidas com rigor técnico e respeito absoluto aos direitos e à dignidade das vítimas, principalmente crianças e adolescentes. O órgão alertou que o vazamento de informações sigilosas e a execução de medidas civis de forma dissociada da investigação criminal prejudicam a eficiência e a segurança das ações, além de potencialmente expor as vítimas a novos riscos.
O Ministério Público destacou a necessidade de tratamento responsável do caso, sem sensacionalismo, preservando a intimidade das vítimas, e ressaltou a importância do combate ao tráfico humano estadual, que provoca impactos profundos em comunidades locais. Segundo o MPPB, pessoas vulneráveis são frequentemente aliciadas, transportadas e exploradas dentro das fronteiras do próprio estado.
“O enfrentamento dessa prática criminosa exige atuação coordenada, técnica e fundamentada, garantindo responsabilização dos autores e salvaguarda dos direitos humanos”, afirmou o órgão.
A defesa de Hytalo Santos e Israel Nata Vicente, por meio do advogado Sean Abib, reafirmou a inocência de seus clientes e informou que ainda não teve acesso à decisão judicial que determinou a prisão.
“Assim que tivermos ciência dos fundamentos, adotaremos todas as medidas judiciais cabíveis para resguardar os direitos de ambos, inclusive com o ingresso de Habeas Corpus, se necessário”, declarou.
(com informações de Agência Brasil)