Mulher é retirada da Câmara de Arujá por tirar a blusa em protesto contra projeto de lei

protesto na Câmara de Arujá
Foto: Portal A+

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Outros manifestantes também saíram do plenário

Uma mulher retirou a blusa durante uma sessão da Câmara Municipal, em Arujá, na noite de segunda-feira (5), em protesto contra o projeto de reestruturação da Casa de Leis. Outros manifestantes gritaram palavras de ordem contra os vereadores. A mulher foi retirada da galeria pela segurança e levada pela viatura da GCM (Guarda Civil Municipal) por suposto atentado ao pudor.

A presidente do Legislativo, Professora Cris (PSD), suspendeu os trabalhos por 45 minutos. A maioria dos manifestantes deixou o prédio da Câmara e, só após o esvaziamento da galeria, os trabalhos foram retomados.

A polêmica foi por conta do projeto de lei legislativo 28/2025, que cria 11 novos cargos efetivos, além de 32 para estagiários. O trecho que reajusta os salários de cinco diretores e secretários foi vetado pelo prefeito Luis Camargo (PSD), decisão que foi mantida pelos parlamentares nesta segunda-feira, quando a sessão foi retomada.

A cidade foi tomada por uma onda de fake news em relação a esse projeto. Isso porque foi comentado que o aumento salarial atingiria o prefeito, os vereadores e os demais funcionários da Câmara, o que é mentira. A presidente da Câmara falou que chegou a ser chantageada por grupos políticos e jornalistas, se disse perseguida por ser mulher e lamentou o protesto feito pela manifestante que tirou a blusa.

“É lamentável. Falaram muitas coisas na cidade nos últimos dias. Nós falamos que acataríamos o veto. Não teria porque as pessoas virem aqui para fazer essa baderna na Casa de Leis. Estamos aqui para atender a todos que nos procuram, desde que as pessoas queiram ser ouvidas. A baderna fez com eu tivesse que suspender a sessão. E algumas militantes, e eu tenho que dizer da esquerda que estão acostumadas, que vieram para tumultuar”, afirmou.

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