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quinta-feira, outubro 1, 2020
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“Não fiz parte de nenhuma negociata”, diz José Luiz em depoimento

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Prefeito de Arujá prestou esclarecimentos sobre denúncias na Câmara nesta segunda-feira

Alvo de um processo de impeachment, o prefeito de Arujá, José Luiz Monteiro (MDB), depôs à Comissão Processante, na Câmara Municipal, nesta segunda-feira (14). Ele negou participação nas irregularidades investigadas pela Operação Soldi Sporchi, da Polícia Civil de Guarulhos, que apura envolvimento de agentes públicos de Arujá com o crime organizado.

Na última sexta-feira (11), José Luiz se negou a depor. Hoje, ele aceitou falar aos vereadores e disse que o fazia contra a orientação de seu advogado, mas no desejo de fazer esclarecimentos aos arujaenses. “Não faltei o decoro. Não sou responsável por essa triste situação. Ando de cabeça erguida, sem vergonha de me expor. Eu não devo. Aqui está sendo julgado um homem íntegro”, afirmou.

Reunião com traficantes

Reportagem do Fantástico, no mês passado, informou que a Polícia Civil investigava um suposto encontro entre José Luiz e o traficante Anderson Lacerda Pereira, intermediado pelo vice-prefeito Márcio Oliveira (Republicanos), em 2017. De acordo com os investigadores, o traficante teria exigido facilitação de contratos públicos, em especial da saúde e do lixo, ao prefeito. Caso contrário, iria matar agentes públicos.

O prefeito negou ter participado de reuniões com Anderson e disse que não sabe aonde ele e Márcio moram. José Luiz ponderou ainda que a mesma reportagem cita que ele não é investigado. Em relação ao contrato do lixo, que tinha sido assinado pela empresa Center Leste, ele ressaltou que o procedimento foi aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, assim como as contas da Prefeitura em 2017 e 2018.

Contratos da Saúde

No caso dos medicamentos vencidos encontrados em caminhão de lixo pela Polícia Civil, José Luiz disse que os lotes não correspondem com os que ingressaram nos serviços de Saúde de Arujá. De acordo com os investigadores, os remédios eram desviados para fabricação de drogas.

Questionado sobre as denúncias de irregularidades nos contratos da Saúde, o prefeito não soube explicar alguns pontos. Ele disse que a Prefeitura não foi à cozinha clandestina que preparava refeições na Maternidade Dalila Ferreira Barbosa, já que a mesma não estava cadastrada.

A gestão municipal questionou a ITDM, organização social responsável pela gestão do hospital, sobre o episódio. A OS respondeu que trocou a empresa terceirizada que produzia as refeições, que estava oficialmente registrada em outro município.

A Clínica Mais Vida, no Centro, acolheu o Centro de Triagem a Covid-19. O serviço foi retirado do local após a Polícia Civil informar que o espaço odontológico era investigado por lavagem de dinheiro com o crime organizado.

O prefeito admitiu que a clínica foi oferecida gratuitamente à Prefeitura, mas não soube informar quem seria o dono do local, nem como ele foi oferecido para o serviço. Apenas justificou que foi apresentado ao Comitê do Covid. O caso chama a atenção já que, no mês passado, a secretária municipal da Saúde, Carmen Pellegrino, em depoimento à Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Contratos Irregulares, da Câmara de Arujá, também não soube explicar essa cessão de espaço.

Processo de impeachment

Na sexta-feira, Márcio Oliveira prestou depoimento à Comissão Processante e também negou irregularidades. Ele e José Luiz possuem cinco dias para apresentarem suas alegações finais. Depois, a comissão dará um parecer que precisa ser votado no plenário do Legislativo até 26 de setembro, que pode culminar com a cassação de ambos.

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