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Operação Sinergia mira fraudes milionárias no setor de metais e sucata em Arujá

Operação Sinergia
Foto: Reprodução/TV Globo

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Sonegação de ICMS de R$ 44 milhões, envolvendo empresas de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro

Na manhã desta quarta-feira (30) foi deflagrada a 3ª Fase da Operação Sinergia, que tem como objeto a apuração de fraudes tributárias por dois grupos econômicos de grande expressão no mercado nacional, que atuam na produção, comercialização e reciclagem de sucatas e metais (zinco e alumínio). Além do crime de sonegação fiscal, os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Betim, no estado de Minas Gerais, e em São Paulo, Araçariguama, Arujá, Barueri, Guarulhos e Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo.

Nas duas primeiras fases da Operação Sinergia, apurou-se que uma empresa situada no município de Andradas, em Minas, havia simulado a compra de sucata e metais de empresas “fantasmas” de outros estados (Maranhão, Pará e Mato Grosso) em valores que superam R$ 1 bilhão.

Foi apurado que, na realidade, a empresa de Minas Gerais registrou notas fiscais de entrada falsas, visto que não havia efetiva circulação da mercadoria. Com isso, contabilizou mais de R$ 100 milhões em créditos frios de ICMS. De posse desses créditos frios, a empresa mineira fazia a sua venda para empresas interessadas em sonegar, cobrando comissão a cada operação simulada.

Na terceira fase da operação, realizada nesta quarta-feira, foram alvo de busca e apreensão residências de empresários, diretores e sede de empresas pertencentes a dois grandes grupos econômicos que se beneficiavam das fraudes da empresa situada em Andradas.

Segundo apurado, a empresa de Minas Gerais era inserida na etapa da circulação da mercadoria em que haveria o pagamento de ICMS. Ou seja, havia a simulação de uma venda para a empresa de Minas Gerais, que, por sua vez, efetuava nova venda simulada para outro estado, sem o recolhimento efetivo do ICMS devido, já que ela se utilizava dos créditos frios que possuía para compensar com os débitos oriundos dessas vendas fraudulentas. Dessa forma, conforme investigado, um dos grupos econômicos envolvidos conseguia transferir mercadorias de um estado para o outro sem o pagamento de nenhum centavo de ICMS, lesando os cofres públicos.

Segundo o o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), o esquema criminoso é bastante sofisticado, contando com um centro de comando que concentrava o planejamento e controle das operações simuladas, além de operacionalizar pagamentos bancários e documentos de transporte entre as diversas empresas envolvidas, tudo com o objetivo de conferir aparência lícita às fraudes.

A operação é resultado de uma força-tarefa constituída pelo Ministério Público, através do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), Receita Estadual de Minas Gerais, Polícia Militar e Polícia Civil, na regional do Cira em Varginha.

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