Tratamento gratuito é oferecido pelo SUS no CAPS II do Parque Rodrigo Barreto; acompanhamento inclui médicos, psicólogos, psiquiatras e assistência social
O Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) já atendeu cerca de 265 moradores de Arujá desde 2025. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS, em parceria com a Prefeitura, e busca auxiliar pessoas que desejam abandonar o cigarro.
Nesta semana, uma palestra realizada no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II, no Parque Rodrigo Barreto, apresentou aos pacientes os efeitos provocados pelo tabagismo no organismo. A atividade antecede o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29).
Responsável pela palestra, o médico Dario Silva de Oliveira utilizou materiais que simulam órgãos afetados pelo tabaco, recipientes com alcatrão, embalagens de cigarros com advertências e outros recursos para demonstrar as consequências do vício.
“Hoje você me acende, amanhã eu te apago”, destacou durante a apresentação.
Além de Dario, integram a equipe responsável pelo programa no município a médica clínica geral Cristina Pracchia Roberto e o assistente social Carlos Beserra Barreto.
Tratamento dura três meses
Embora seja divulgado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), o programa é desenvolvido no CAPS II do Parque Rodrigo Barreto. Não é necessário agendamento para aderir ao tratamento. O interessado pode procurar diretamente a unidade ou ser encaminhado pela UBS mais próxima de casa.
As palestras acontecem às terças-feiras, a partir das 15h, e são abertas ao público. Depois da adesão, cada paciente é avaliado individualmente por uma equipe multidisciplinar, com atendimento nas áreas de Clínica Geral, Psicologia, Psiquiatria e Assistência Social.
Nos casos em que há indicação, o paciente pode receber tratamento medicamentoso e adesivos de nicotina. As turmas possuem até 20 participantes e o acompanhamento é realizado durante três meses. Em caso de recaída, é possível retornar ao programa.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a taxa de sucesso no abandono do tabagismo supera 60% entre os participantes.
Programa também alerta para cigarros eletrônicos
Durante a palestra, Dario chamou a atenção para o consumo de cigarros eletrônicos, narguilés e outras substâncias, principalmente entre os jovens.
O médico relatou o caso de um paciente de Arujá que começou a fumar ainda na infância após ter contato com o cigarro de palha utilizado pelo avô.
“Isso significa que as crianças estão seguindo os exemplos dos pais, irmãos, avôs”, alertou.
Ele também citou o caso de uma mulher de 29 anos que começou a fumar ainda jovem e chegou a consumir dois maços de cigarros por dia. Segundo o médico, ela perdeu os dentes antes dos 30 anos e precisou realizar implantes.
Pacientes contam experiência para abandonar cigarro
Ezequiel Formagi, de 68 anos, participou da palestra e afirmou que pretende continuar reduzindo o consumo até conseguir abandonar o cigarro.
“Já faz um tempo que estou diminuindo. Comecei com 12 anos de idade e já está na hora de reduzir o fumo até parar”, afirmou.
Juscilene Brito dos Santos, de 37 anos, contou que deixou de fumar há seis anos. Ela havia começado aos 14 e encontrou nos filhos uma das principais motivações para abandonar o vício.
“Não tinha mais ninguém para cuidar deles, então eu resolvi lutar. Consegui parar porque tive força e opinião e, com a ajuda dos médicos e da igreja, me libertei do vício”, disse.
Como participar
Quem deseja parar de fumar pode procurar uma UBS de Arujá ou diretamente o CAPS II, localizado na Rua Maria de Lourdes Victorino, 5, no Parque Rodrigo Barreto.
As palestras acontecem todas as terças-feiras, a partir das 15h, são abertas ao público e não exigem agendamento. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 4655-1550.
