Ícone do site Arujá Repórter

Protocolo inédito detecta metanol em bebidas alcoólicas em São Paulo

São Paulo cria protocolo para detectar metanol em bebidas

Foto: governo de SP

Método desenvolvido pela Polícia Técnico-Científica agiliza análises e já é repassado a outros estados

O Governo de São Paulo desenvolveu um protocolo pioneiro no país para detectar a presença de metanol em bebidas alcoólicas, substância tóxica responsável por diversos casos de intoxicação e mortes no Brasil. A metodologia, criada pela SPTC (Superintendência da Polícia Técnico-Científica), foi apresentada nesta quinta-feira (9) e já está sendo compartilhada com laboratórios de perícia de outros estados.

A iniciativa integra o gabinete de crise estadual que atua no combate à contaminação de bebidas e busca acelerar o processo de identificação de produtos adulterados — reduzindo o tempo de análise e ampliando a segurança nas investigações.

Protocolo aprimorado

A perita Karin Kawakami, chefe da Equipe de Perícias Criminalísticas Oeste e assistente técnica da SPTC, explica que o novo método surgiu da necessidade de responder rapidamente ao aumento de casos.

“Nós já seguíamos protocolos internacionais de identificação de metanol e falsificações, mas aprimoramos o sistema para obter resultados mais rápidos diante da grande demanda no estado e no país”, afirmou Karin.

Desde setembro, com a confirmação dos primeiros casos de intoxicação, ações de vigilância sanitária e segurança pública foram intensificadas em todo o estado, juntamente com campanhas de esclarecimento à população.

Etapas da detecção

O protocolo envolve várias fases que agilizam o trabalho dos peritos:

Resultados

Com o novo sistema, a SPTC já analisou 30 casos de suspeita de contaminação, obtendo resultados confiáveis e rápidos. Mesmo antes da conclusão dos laudos, as equipes conseguem orientar as autoridades de saúde e segurança sobre os níveis de toxicidade encontrados.

“Esse avanço permite uma resposta mais ágil do Estado e ajuda a evitar novas intoxicações, preservando vidas”, destacou Karin Kawakami.

Sair da versão mobile