Joncy prestou depoimento nesta quarta-feira na CEI do CMDCA, na Câmara.
O secretário municipal de Cultura de Arujá, Joncy Silva, prestou depoimento nesta quarta-feira, 23, para a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal. Ele negou ter feito tráfico de influência para tentar eleger a esposa Natália da Silva Simão como conselheira tutelar no final do ano passado.
O presidente da CEI, vereador Paraíba Car, falou que a comissão investigava suposto tráfico de influência no caso, mas destacou que, no depoimento, Joncy não era réu. O vereador considerou suspeito que Natalia tenha se inscrito como solteira para a eleição ao Conselho Tutelar, apesar de ter união estável com o secretário.
Joncy admitiu que vive há 11 anos com Natália, mas ponderou que não oficializaram a união. Ele disse, inclusive, que se coloca como divorciado quando questionado sobre seu estado civil. Em relação à acusação de tráfico de influência, o secretário negou ter feito campanha para a mulher. “Não tem uma postagem minha, um pedido de voto (a favor dela). Eu de pronto fui contra a candidatura dela. Isso foi tema de várias discussões entre nós”, disse.
Com 167 votos, Natália é a quarta suplente ao Conselho Tutelar. Ou seja, dos cinco conselheiros atuantes, é preciso que quatro desistam para que ela assuma o cargo. Paraíba Car informou que vai convocar Natália para prestar esclarecimentos à comissão.
Nos depoimentos dados nesta quarta-feira, 23, candidatos desclassificados reclamaram que não tiveram acesso ao espelho da prova pela Comissão Eleitoral do Conselho Tutelar. Eles nem puderam concorrer na eleição por terem sido eliminados nas provas.
Na semana passada, a presidente do CMDCA, Maria Conceição Veras, justificou que a nota de corte para o Conselho Tutelar é de 80% e que o conselho já pediu à Prefeitura a elaboração de um projeto de lei para reduzir a nota mínima para classificação de candidatos.