Maioria dos arujaenses que trabalham em São Paulo ficaram parados no trânsito.
Os temporais que atingem a Região Metropolitana de São Paulo, desde a semana passada, têm trazido grandes transtornos para os arujaenses. A cidade foi castigada pelas chuvas, que causaram alagamentos, provocaram quedas de muros e adiaram, em uma semana, o retorno às aulas para os estudantes da rede municipal. Hoje, o prejuízo foi para quem trabalha ou estuda em São Paulo, que ficou parado por horas na Marginal do Tietê.
O Governo do Estado e as prefeituras, entre as quais a de Arujá, culparam o grande volume de chuvas pelos problemas. Mas, afinal, a culpa é de “São Pedro”, como se diz popularmente? Obviamente, existe um maior índice de precipitações pluviométricas neste ano, em comparação aos anteriores. Ainda assim, a maior responsabilidade é de uma incompetência histórica que atinge a gestão pública em todo o Estado de São Paulo.
Entre janeiro e março, anualmente, as chuvas são mais intensas do que no restante do ano. Sempre ocorrem enchentes e acidentes. Há várias razões para isso: cidades construídas sem planejamento, ocupação irregular perto de rios e córregos, excesso de lixo jogado nas ruas ou nos rios, falta de vazão de água, entre outros motivos.
Os gestores públicos, em suas diferentes esferas, não fazem a sua parte. O prefeito de Arujá, José Luiz Monteiro, na semana passada, reclamou que o temporal de segunda-feira, 3, causou muitos prejuízos em Arujá por causa da falta de limpeza de córregos em Guarulhos, Itaquaquecetuba e Santa Isabel, assim como obras não realizadas pela concessionária CCR NovaDutra na rodovia Presidente Dutra. Mesmo que tudo isso seja verdade, também é preciso dizer que Arujá precisa fazer melhor a sua parte.
Com quase 90 mil habitantes, Arujá só possui uma opção de transporte: o rodoviário. Se a Marginal Tietê fica alagada, os arujaenses não conseguem chegar aos locais de trabalho ou estudo em São Paulo. Das 16 linhas da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) que fazem a ligação de Arujá com a capital paulista, apenas duas – que vão para São Miguel Paulista – operavam normalmente nesta segunda-feira, 10. As demais ficaram paradas na Marginal.
Esse filme, obviamente, parece mais trágico neste ano. Mas ele se repete com certa frequência. Infelizmente.

