Decreto estadual impede realização de cerimônias religiosas
Durante a sessão da Câmara de Arujá, na noite desta segunda-feira (12), o vereador Samoel Maia de Oliveira (Republicanos) demonstrou indignação pelo Plano São Paulo, do Governo do Estado, proíbe a realização de cerimônias religiosas, mas libera partidas de futebol.
“Como pode o futebol ser essencial e a igreja não”, reclamou Samoel, que é evangélico. A opinião dele é partilhada pelo vereador João Luiz (PSD), que criticou diretamente o governador João Doria (PSDB). “Ateus definem se as igrejas podem abrir e vagabundos não deixam as pessoas trabalharem”, comentou.
A vereadora Cris do Barreto (PSD), líder do governo no Legislativo, destacou que as comunidades católicas e evangélicas têm desenvolvidos belos trabalhos sociais na pandemia do coronavírus.
Decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) da semana passada autoriza Estados e prefeituras a definirem a realização ou não de cultos religiosos na pandemia. O Governo do Estado determinou que as igrejas não podem realizar cerimônias na fase vermelha do Plano São Paulo, mas liberou a retomada das aulas presenciais e partidas do Campeonato Paulista.
Com a decisão do Estado, a Prefeitura de Arujá não tem autonomia para revogar a determinação de Doria.
