Projeto tem tomado conta das sessões de Arujá no segundo semestre
Há mais de um mês as galerias da Câmara Municipal são ocupadas durante as sessões por pessoas favoráveis e contrárias ao projeto de lei que define o rodeio cutiano como patrimônio histórico de Arujá, além de estabelecer normas para a realização dos eventos.
Desde 2012 não ocorrem rodeios em Arujá. O tema é delicado, já que não há qualquer convergência entre os lados.
O projeto foi proposto pelo vereador Reynaldinho (PTB). Ele comentou que deseja votar a proposta até o final do ano, mas ainda busca mais apoios na Casa de Leis. “Quero aprovação com ampla maioria. Só hoje mais dois vereadores confirmaram que são favoráveis”, justificou.
O presidente da Câmara Municipal, Gabriel dos Santos (PSD), afirma que o tema deve ser votado em breve. “O rodeio está ligado à cultura de Arujá, não há como negar. Não é preciso o projeto para que volte a ser realizado, mas estamos buscando um maior consenso entre as partes”, avaliou.
Entre os arujaenses que têm comparecido às sessões por causa do projeto, o desejo é que a votação ocorra o mais rápido possível. “Querem ganhar tempo. O rodeio é retrógrado, não representa a cultura brasileira e ocasiona maus-tratos aos animais”, comentou a professora e protetora animal, Luz Alves, 41 anos.
Já o comerciante Keiner Mendonça, 47, defende o retorno dos rodeios. “É muito importante porque movimento os comércios, os restaurantes e a hotelaria. Não tem nada de maus-tratos”, disse.