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quinta-feira, outubro 1, 2020
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Vice-prefeito de Arujá diz que foi preso injustamente

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Márcio Oliveira prestou depoimento na Comissão Processante da Câmara Municipal

O vice-prefeito de Arujá, Márcio Oliveira (Republicanos), afirmou que ficou preso injustamente por 12 dias por causa da Operação Soldi Sporchi, da Polícia Civil de Guarulhos. Ele falou pela primeira vez, publicamente, sobre o episódio para a Comissão Processante da Câmara Municipal, que pode cassar o mandato dele e do prefeito José Luiz Monteiro (MDB).

“Foi um abuso. Passei por esse dissabor”, disse. Em tom exaltado, ele falou sobre os bastidores políticos de Arujá. “Essa cidade é nebulosa. Já assassinaram prefeito. Já assassinaram pré-candidato. E tentam (me) assassinar politicamente”, afirmou. Às pessoas que o criticaram e os veículos de comunicação, Márcio chamou de “vagabundos, carniceiros, vigaristas, que não respeitam a família da gente”. Ele prometeu provar que é inocente.

A Soldi Sporchi prendeu Márcio, em 30 de julho, preventivamente. Na ocasião, o delegado Fernando José Goes Santiago, do 4º Distrito Policial (DP) de Guarulhos, disse que o vice-prefeito era suspeito de lavagem de dinheiro com o crime organizado. Ele ficaria detido por 30 dias, mas conseguiu deixar o cárcere no 12º dia.

Segundo Márcio, a prisão preventiva foi decretada por “um juiz incompetente por aditamento de interrogatórios de dois presos que mentiram”.

Relação com traficante

A polícia revelou que Márcio foi advogado de Anderson Lacerda Pereira, traficante foragido, com suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e a Máfia Italiana. Aos vereadores, o vice-prefeito confirmou que defendeu Anderson em mais de 30 processos.

Márcio disse que foi contratado pela mãe de Anderson, em 2011, para defendê-lo quando ele estava preso. Na época, o vice – que é advogado – conseguiu um habeas corpus com alvará de soltura para o traficante e outras 14 pessoas. “Depois que ele saiu (da prisão) veio me conhecer”, contou.

O vice afirmou que se afastou de Anderson por ter ingressado mais na vida pública e, também, pelos dois terem tido um desacordo comercial. Ele não explicou o que seria o “desacordo”. Márcio ainda é advogado do traficante em um processo em curso na 2ª Vara de Mongaguá, que não foi julgado após 10 anos. “A cidade inteira conhecia o Anderson”, garantiu.

À comissão, Márcio negou ter recebido dinheiro de Anderson para a campanha eleitoral de 2016. Ele admite que se arrependeu de ter feito a composição política com José Luiz Monteiro. “Maldita a hora que fiz acordo político para ser vice-prefeito. Agora estou passando por todo esse dessabor.”

Impeachment

Márcio opinou que figura injustamente na Comissão Processante, já que ele não é ordenador de despesas no município desde que deixou a Secretaria Municipal de Educação, no início de 2018. Ele negou conhecimento sobre os contratos públicos, em especial, do lixo e da saúde. “Não exerço influência na gestão (José Luiz Monteiro)”, disse.

O depoimento teve uma cena curiosa. O vereador Renato Caroba (PT), autor da denúncia, questionou o vice sobre o motivo dele não ter incluído sua defesa prévia na Comissão Processante. Márcio respondeu que não tinha sido notificado, mas o presidente da CP, Abel Larini (PL), provou que ele tinha assinado o documento em junho, quando prestou depoimento à Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Contratos Irregulares. O vice admitiu surpresa e justificou que não tinha levado cópia da notificação.

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