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13 servidores da maternidade, PA Central e PAM Barreto pegaram covid-19

Foto: Jamile Santana/ITDM
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Nenhum óbito de profissionais da Saúde foi registrado nas três unidades

Balanço do Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento da Medicina (ITDM), que gerencia o Hospital Maternidade Municipal Dalila Ferreira Barbosa, o Pronto Atendimento Central e a Unidade de Atendimento Médico (UPAM) Barreto, em Arujá mostra de abril até a primeira quinzena de junho, 13 dos 116 enfermeiros, técnicos e auxiliares que integram a linha de frente do combate ao novo coronavírus testaram positivo para a covid-19.

Segundo a organização social, treinamentos frequentes sobre protocolos de segurança das equipes, testagem e uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) foram as medidas adotadas mais efetivas para diminuir a transmissão do vírus entre os colaboradores.

Todos os casos registrados até o momento foram leves e não houve óbito de profissional de saúde pela doença. O primeiro caso da doença na cidade foi no dia 19 de março.

“Assim que a pandemia começou, mesmo antes do atendimento aos pacientes com covid-19 ter início, nós já fizemos um treinamento sobre os protocolos de segurança adotados pela Organização Mundial de Saúde”, explicou o coordenador o enfermeiro coordenador Alexandro de Souza Faustino.

Enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares utilizam máscaras cirúrgicas e N95, além dos protetores faciais. Os profissionais também são paramentados com luvas, aventais descartáveis e impermeáveis e passam por testagem rápida e medição de temperatura frequentemente.

De abril até o momento, já foram feitos sete treinamentos, sendo a maioria deles para reforçar o modo de transmissão do novo coronavírus, sintomas e necessidade de adoção de protocolos rigorosos de segurança e higiene.

“Essa conversa é frequente porque sempre surgem novos estudos de como o vírus se comporta e quais medidas de segurança são mais eficazes. Temos um número relativamente baixo de profissionais positivos pra Covid e comemoramos por não termos perdido nenhum colega para a doença. Seguimos firmes na linha de frente”.

Atendimento psicológico

Além dos treinamentos e equipamentos de proteção, os profissionais de saúde receberam acolhimento psicológico para enfrentar a rotina de trabalho no combate ao vírus. “É muito natural que alguns profissionais fiquem com medo da contaminação, medo de passar o vírus para os familiares em casa, além da própria rotina, que pode ser exaustiva. Por isso fizemos um acolhimento desse profissional, para que ele se sinta mais tranquilo e amparado nessa missão tão importante”, explicou a diretora Assistencial, Ana Zélia Fernandes.

Enfermeira há sete anos no hospital municipal de Arujá, Gisele Alves Soares, de 34 anos, conta sobre como a pandemia mudou sua rotina de trabalho. No atendimento de pacientes com Covid-19, a profissional já trabalhou na UTI, triagem e emergência.  “Quando eu soube que teria que atender estes casos, chorei muito. Fiquei com medo.

Rotina

Mas agora me sinto mais protegida, porque temos todos os EPIs, os protocolos e até agora não peguei a doença. Quando um paciente jovem chega bem e rapidamente tem piora no quadro, é uma sensação de impotência que temos. Por isso, esse acompanhamento psicológico é importante. Desde o começo da pandemia já vi cinco pacientes morrerem, foi o maior número de mortes no menor intervalo de tempo que já em toda minha carreira”, detalhou a enfermeira.

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