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sábado, novembro 28, 2020
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3 gravidezes, 2 filhos. Muitas diferenças

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Meus filhos iluminam o meu viver e transformam os meus dias em felicidade plena.

Os motivos na escolha de gerar outra criança podem ser diferentes para cada casal. Alguns sonham em ter uma família grande porque gostam da casa sempre cheia, alguns por motivos religiosos ao se abrirem à vida, outros por conhecerem as alegrias de ter um irmão e desejam proporcionar o mesmo ao seu filho. Levam em conta as vantagens no processo de aprendizado, companhia e partilha que um irmãozinho traz. Afinal de contas, eles aprenderão um com o outro, trabalharão em equipe, partilharão suas coisas, serão amigos de verdade, poderão se ajudar em tempos difíceis, compartilharão os bons momentos da vida, envelhecerão juntos e garantirão altas risadas. Os benefícios de se ter um irmão são muitos e inenarráveis. Tem pouco tempo que contemplo esta experiência com meus filhos, mas preservo isso com propriedade com minha irmã. É amor além da vida.  

Toda gravidez é única e cada mamãe tirará suas próprias conclusões. Eu tive três gravidezes, sendo que na primeira ocorreu um aborto espontâneo com cinco semanas de gestação. Acontecimento triste que abalou e entristeceu a família. Assunto que cabe outro post. Hoje quero partilhar as diferenças com base na minha experiência na gravidez dos dois filhos, Mariah, 3 anos, e Anthony, 4 meses. Ocorreram diferenças não só por serem de sexos diferentes, mas as sensações, sentimentos, preocupações e anseios são únicos para cada fase da vida.

Claro que a principal preocupação foi o desenvolvimento e saúde dos bebês e acredito que essa é uma preocupação unânime para todas as gestantes. Uma das primeiras diferenças que senti foi que na gestação da primogênita eu ficava pensando como seria a vida com a chegada de um bebê. Quais mudanças iria desencadear? Será que eu daria conta? Como é cuidar de um ser totalmente dependente de mim? Já na gestação do caçula, a preocupação se voltava mais com minha filha. Como será que ela iria reagir com a chegada do irmãozinho? Como eu iria dar conta de duas crianças? 

A sequência de enjoos foi uma diferença concreta. Em uma gestação, enjoava demais a ponto de vomitar e na outra, os enjoos aconteceram, porém, mais fraquinhos. Não vomitava. 

A barriguinha foi uma diferença externa. Como mencionei no post anterior, com 3 meses a barriga nem dava sinais de aparecer quando estava gravida da Mariah, já na última gravidez, estava evidente e grandinha devido a flexibilidade dos músculos. 

Na última gestação senti o bebe mexer mais rápido, acho que ficou mais fácil perceber por já conhecer as sensações. O cansaço também foi mais intenso devido já ter uma criança para cuidar. Quando batia aquele soninho, cansaço natural da gestação, eu tinha que “levantar, sacudi a poeira e dar a volta por cima”. 

Senti que a gestação da minha primeira filha parecia gestação de elefante, uma eternidade pra passar. A gente acompanha com mais detalhes cada etapa, cada consulta do pré-natal, ganho de peso, cada ultrassom conseguia ver novamente o CD em casa. A ansiedade falava mais alto. Já do segundo filho, passou rápido demais. Não dava para acompanhar da mesma forma devido à correria mas o amor e a alegria foi igual para ambos. 

Outra diferença é a preocupação com o enxoval. Me preocupei com cada detalhe na gestação da Mariah, já na do Anthony pude aproveitar muita coisa que já tinha e deixei para comprar o que estava faltando mais no fim da gestação. Confesso que na parte de decoração, a da menina foi mais cheio de firula, as meninas exigem uma riqueza maior nos detalhes. Quando engravidamos da Mariah já tínhamos em mente em dar um irmão após dois anos e, com isso, compramos muita coisa neutra. Na última gravidez também já sabia o que realmente era importante por ter a experiência com minha filha, sendo assim, não extrapolei nos gastos. 

Outra diferença foi o problema com as varizes que na segunda gravidez se intensificou. Estudos apontam essa piora na segunda gestação e comigo aconteceu. Mesmo eu engordando igual em ambas as gestações, na do Anthony percebi que as varizes ficaram mais dilatadas e tive que usar a meia de compressão durante toda a gestação.

Sobre os dizeres que circunda a gestação de menina e menino, pude perceber a barriga redonda na gravidez da menina e pontuda na do menino. Estudos dizem que é mito, mas em mim bateu. Assim como o dizer sobre os enjoos, menina é mais intenso e menino menos. 

Uma coisa tentei seguir igual em ambas as gestações. O que fiz para um tento fazer para o outro para não ter cobranças lá na frente. Fiz o ensaio de gestante em ambas as gravidezes, assim como, as fotos do nascimento e o newborn. Fiz o caderno de anotações e tentarei guardar as mesmas recordações, pois bem sabemos que filhos crescidinhos tendem a ter a síndrome das comparações. Mas, mesmo fazendo isso, sei que o ciúmes básico, de vez em quando, acontecerá. Pra cada caso, uma estratégia. O jeito é tentar levar de forma mais leve e tenho certeza que a maturidade virá com o tempo. Percebo nesses 4 meses após a chegada do Anthony, que houve picos no quesito ciúmes, mas nada fora do já esperado. Antes percebi o imenso e belo amor que circunda essa relação.

 Vire e mexe me pego dando altas gargalhadas com os dois. Cada momento paga toda a correria e cansaço que exigem duas crianças. Vale muito a pena e faria tudo de novo, sem dúvidas. Se o nascimento de um amor é um fato da maternidade, imagina o nascimento de um segundo amor? Não tem preço e nem palavras que expressem a preciosidade desse sentimento. Os dois são como um Sol que ilumina o meu viver e transforma os meus dias em felicidade plena.  

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