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domingo, 5 de julho de 2020
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77% das vítimas de abuso dão sinais do trauma vivido, afirma juíza em Arujá

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Mulheres vítimas de violência doméstica precisam ser acolhidas.

 “77% das vítimas de abuso dão sinais do trauma causado por essa experiência violenta. A sociedade deve estar atenta para notar esse comportamento”. A afirmação da juíza Tatiane Moreira Lima, do Fórum Criminal da São Miguel Paulista, foi dada no evento que marcou o Dia Internacional do Combate à Violência Contra a Mulher, nesta segunda-feira (25), na Câmara. A iniciativa foi da Secretaria de Assistência Social de Arujá e do Conselho dos Direitos da Mulher.

A palestra apresentou estatísticas, casos e questões técnicas relacionadas ao acolhimento, além de apontar as mudanças mais comuns na forma de se comportar das pessoas que sofreram abuso: queda no rendimento, disfunção alimentar, agressividade, incontinência urinária, medo de estar só, vestir-se com roupas inadequadas para o clima, necessidade de cobrir o corpo, erotização ou interesse inapropriado por sexo (no caso de crianças), automutilação e tentativa de suicídio.

“É importante saber quais são esses sinais. 165 crianças são abusadas todos os dias no Brasil, sendo que um terço dos abusadores são da própria família e se valem de um pacto de segredo junto às vítimas, usando de violência física e psicológica para mantê-las em silêncio. A maior parte desses abusos acontece dentro de casa e por mais de um ano. 80% deles não são revelados”, destacou a juíza, que falou por mais de duas horas às mais de 60 pessoas presentes.

“Existem conflitos internos, medo, vergonha e culpa. As pessoas que foram violentadas acham que de alguma forma causaram esse comportamento. É preciso parar com essa cultura de tentar achar uma justificativa para culpar a vítima, que muitas vezes é apenas uma criança, um adolescente ou uma mulher, alguém que não conseguirá mais ter relações afetivas”, disse Tatiane, pontuando ainda o acolhimento humano que deve ser dispensado às pessoas dispostas a relatar um abuso.

A juíza alertou para a necessidade de ter empatia, não julgar as vítimas e nem o fato de, muitas vezes, elas não criminalizarem o abusador: “Quem somos nós para julgar? É preciso se colocar no lugar do outro”.

Representando a OAB-Arujá, Regina Ávila lembrou aos participantes do encontro que a entidade oferece um plantão especial para as mulheres que sofrem violência doméstica e para crianças e adolescentes vítimas de pedofilia. O atendimento é gratuito e ocorre todas as quintas-feiras, das 13h30 às 16h30, na própria sede (Avenida Antônio Afonso de Lima, 606).

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