Comparações entre as crianças

Pressfoto - br.freepik.com

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Adultos devem respeitar o tempo de cada criança.

Hoje vamos bater um bapo sobre uma situação bem comum. Existem muitas comparações das pessoas durante o processo de desenvolvimento da criança. Principalmente quando há alguma dificuldade, algum atraso do seu desenvolvimento, seja na linguagem, seja cognitivo, onde a criança tem dificuldade de aprender novas habilidades. 

É muito comum que adultos, familiares, vizinhos, colegas de trabalho, da escola sejam vilões que acabam atrapalhando a infância dos pequenos fazendo comparações que nada agregam. É importante tomar cuidado pra não fazer isso porque essa lógica da comparação, na maioria das vezes, tem como base a idade da criança. Um parâmetro pequeno da faixa etária apenas. Pior de tudo é quando a comparação vem associada com um julgamento precipitado.

Quando a criança estiver com alguma dificuldade, devemos buscar antes a opinião de um profissional para tirar alguma dúvida. Em muitos casos, não há problema algum. Cada pessoa tem o seu próprio tempo para se desenvolver, principalmente na primeira infância, quando aprende a pegar, sentar, engatinhar, andar, gargalhar, balbuciar, falar, comer e assim por diante.

Até os 6 anos, os pedagogos chamam esta fase de “egocentrismo” porque nesse período vivem focadas no seu próprio eu.  Após essa fase a criança adquire capacidade de desenvolver sua própria identidade. Quando elas não tem sua identidade bem definida as comparações geram um conflito interno dentro delas. Inclusive, os professores também devem se atentar para não fazer comparações pois elas podem pensar que não são capazes.

Cabe a nós pais, dar exemplo e ensinar nossos filhos a enxergar no outro os aspectos positivos que servirá como motivação e inspiração para seus próprios objetivos, assim como, elogiar e reforçar as qualidades de nossos filhos a determinadas coisas também. Devemos ensinar que cada criança é única e que devemos respeitar os limites do próximo sem julgamentos.

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