Estudo revela que risco de a cidade ser atingida por uma catástrofe é real
Milhares de arujaenses vivem em residências com risco de deslizamento ou movimentação de terra durante chuvas intensas, aponta estudo financiado pelo Bird (Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento), a pedido do Instituto Geológico, órgão vinculado ao Governo do Estado de São Paulo. O levantamento foi entregue à Prefeitura de Arujá na última sexta-feira (14).
O estudo revela que o risco de a cidade ser atingida por uma catástrofe, como já ocorreu em outros municípios, é real. Segundo o Mapeamento de Riscos de Movimentos de Massa e Inundações, 7.859 residências podem ser danificadas por deslizamentos. Destas, 660 mil possuem risco alto de sofrerem esse problema. Outras 967 têm risco médio.
Em relação às inundações – que são mais comuns – o número de casas ameaçadas é menor: 158, das quais oito possuem risco alto e 43 risco moderado.
O Bird orienta uma série de políticas públicas que podem ser adotadas para evitar desastres, como remoção de moradias e monitoramento das áreas de risco. O plano sugere ainda várias ações pontuais – e caras -, como estudo de microdrenagem urbana, para possível adequação de sistema coletor de águas pluviais.

