Vídeo de elevador mostra agressão de Victor a ex-mulher grávida.
Existe um certo estigma na sociedade de que mulheres que são agredidas pelos parceiros são pobres, negras e sem alfabetização. Apesar da maioria das vítimas da Lei Maria da Penha ter este perfil, isso não quer dizer que esse crime não atinja outros esferas sociais.
Em 2017, quando Poliana Bagatini, então mulher do cantor e compositor Victor, da antiga dupla sertaneja Victor e Léo, o denunciou por violência doméstica, houve um susto. O artista, além de uma carreira de sucesso, era jurado com o irmão do programa The Voice Kids, na Globo. Na sequência, ele foi retirado do programa, se separou da esposa e encerrou a parceria com o irmão.
Neste domingo, o Domingo Especatular, da RecordTV, mostrou cenas exclusivas da briga. Nas imagens, obtidas pelo sistema de monitoramento do elevador do prédio onde moravam, em Minas Gerais, é possível ver Victor derrubando Poliana – que estava grávida – no chão e dando um “pequeno” chute quando ela estava caída. A briga envolveu a mãe e a irmã de Victor por uma suposta interferência no cuidado com a filha do então casal, de um ano.
O exame de corpo delito não registrou a lesão, mas as imagens do elevador foram suficientes para condenar o cantor por “vias de fato”. Ele pegou 18 dias de prisão, em regime aberto, que devem ser convertidos em trabalhos comunitários. Publicamente, o cantor sempre negou a agressão.
Não cabe aqui julgar o motivo da briga entre o casal, porém, é inaceitável uma mulher grávida ser jogada no chão, de forma violenta, por não fazer a vontade do marido. A denúncia de Poliana mostra que a violência contra a mulher está presente em todas as esferas da sociedade e é preciso puni-la de forma exemplar.
Especialistas consideram que o crescimento dos casos registrados de violência contra a mulher no Brasil representam, na verdade, apenas a redução da subnotificação. Esse problema ainda está presente nas famílias. É preciso educar as novas gerações o valor do respeito a todos os indivíduos, principalmente os que vivem na própria casa. Pode ser que uma mudança no panorama esteja distante, mas é evidente que os passos dados nos levam a um país bem melhor para todos.