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Conheça as obras públicas atrasadas na cidade de Arujá

Wellington Alves

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Estacionamento da Câmara e Arujá C1 entraram na mira do TCE-SP.

Levantamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) aponta duas obras atrasadas na cidade de Arujá. Uma é de responsabilidade do Governo do Estado, enquanto a outra é tocada pela Câmara de Vereadores. Especialistas consideram que a demora para entrega de projetos traz prejuízo para a população.

No Estado, há 1.542 obras paradas ou atrasadas, de acordo com o tribunal. Juntos, a soma inicial dos contratos ultrapassa R$ 43 bilhões. Com os atrasos e paralisações, o valor total, no final, se torna muito superior a isso.

Em Arujá, a obra mais cara é a do estacionamento da Câmara, que está orçado em quase R$ 800 mil. A empresa Telear Comércio, Serviços de Comunicação e Construção Civil foi contratada para executar o projeto. A construção deveria ter sido entregue em 8 de agosto, porém, até o final de setembro a empreiteira só tinha recebido R$ 72 mil, ou seja, menos de 10% do previsto.

A construção do estacionamento começou em 8 de novembro do ano passado. Procurada, a Câmara não se pronunciou até a conclusão desta reportagem. O espaço está aberto à manifestação. 

O outro projeto atrasado é da Companhia de Habitação de São Paulo (CDHU), órgão vinculado ao governo estadual. A empresa Sangra D’Agua foi contratada por R$ 526 mil para executar serviços de paisagismo, manutenção e fechamento para atendimento de Termo de Compromisso e Recuperação Ambiental do Conjunto Habitacional Arujá C1. Até setembro, a empresa tinha recebido menos de R$ 5 mil. 

Apesar do apontamento do Tribunal de Contas, o CDHU nega que haja atraso. Em nota, a empresa estatal justificou que as obras têm mais de 75% de execução. “A conclusão do projeto paisagístico depende da manutenção das espécies plantadas e elaboração dos respectivos relatórios trimestrais”, informou.

A CDHU destacou ainda que o Arujá C1 possui 391 unidades habitacionais, cujos moradores foram indicados pela Prefeitura. Por enquanto, 378 residências já foram entregues. O órgão culpa a administração municipal pelas que ainda estão ociosas. “Das 13 unidades restantes, 12 tiveram seu Habite-se emitido pela Prefeitura somente em agosto de 2019 e já estão aptas a serem entregues à população pela municipalidade.  A liberação do documento da unidade faltante deve ocorrer após a renovação do AVCB dos Condomínios 1 a 4, com previsão de conclusão até janeiro de 2020”, afirmou a companhia.

Foto: CDHU

Retomada dos empreendimentos se torna mais cara

O grande problema de uma obra ser paralisada é que o orçamento inicial dela provavelmente não poderá ser cumprido. Os itens e serviços ficam mais caros anualmente. Ou seja, um atraso de um ano pode obrigar a realização de nova licitação, com custo superior, e que é arcado pelos cidadãos que pagam os impostos. Esses recursos a mais poderiam ser investidos em outros serviços.

“A obra parada normalmente é culpa do fluxo financeiro do contratante e não das empresas”, pontua o economista Antônio Azambuja. Na opinião do especialista, a iniciativa privada quer produzir, mas a máquina pública é “emperrada”.

Nilton Tristão, cientista político e responsável pelo Instituto Opinião, pontua que as obras atrasadas causam prejuízo eleitoral para os gestores das instituições envolvidas nos atrasos.

Foto: Wellington Alves

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