Fechamento da Furp pode afetar distribuição de remédios em Arujá

Divulgação/AEC

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Prefeitura compra 63 medicamentos da empresa estatal.

O governador João Doria (PSDB) planeja encerrar as atividades da Fundação Para o Remédio Popular (Furp). A justificativa é que o Estado não é responsável por fabricar medicamentos e a empresa estatal possui dívida superior a R$ 100 milhões. Caso a medida seja efetivada, haverá impacto direto nos postos de saúde de Arujá, que são abastecidos pela Furp. 

A Prefeitura de Arujá compra 63 remédios da Furp, sendo 57 para a atenção básica e saúde mental e outros seis para saúde da mulher. Além disso, a fundação produz medicamentos negligenciados – que não são fabricados pela iniciativa privada. Especialistas consideram arriscado para milhares de pacientes paulistas ficarem sem remédios. 

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Furp na Assembleia Legislativa de São Paulo, Edmir Chedid, acredita que é preciso manter a empresa. Ele defende que os responsáveis pelas irregularidades feitas na fundação sejam punidos.

A secretária municipal de Saúde, Carmen Pellegrino, afirmou que a maior parte dos itens em questão  já consta da ata de preços da Prefeitura para que possam ser adquiridos em caso de desabastecimento, utilizando-se para tanto recursos da assistência farmacêutica.

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