Poucos exames impedem que se saiba a realidade das infecções na cidade.
O número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em Arujá é muito superior ao que é divulgado diariamente pela Secretaria Municipal da Saúde. A orientação do Ministério da Saúde é que sejam testados apenas pacientes graves. Com isso, mais de 80% dos casos podem nunca ser identificados.
Levantamento do Condemat (Consórcio dos Municípios do Alto Tietê) aponta que Arujá tinha, na segunda-feira (27), 17 casos suspeitos de covid-19, sendo que oito eram mais graves – e aguardavam o resultado dos testes, enquanto os outros não foram submetidos a exames.
Em 16 de abril, a situação era mais complexa: eram 90 casos suspeitos de covid-19, mas apenas 10 fizeram exames. Especialistas apontam a subnotificação do novo coronavírus no Brasil como um grande problema, já que o país possui baixa quantidade de exames.
Questionada, a Secretaria de Saúde afirma que segue os padrões orientados pelo Governo Federal. A pasta informa que está analisando a possibilidade de ampliar a testagem de forma estratégica e dentro da realidade local. “No momento, porém, os testes estão sendo aplicados, prioritariamente, nos profissionais da saúde sintomáticos e nos pacientes que apresentam sintomas respiratórios graves”, explicou.

