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Membros da Comissão Eleitoral do Conselho Tutelar entram em contradição

Wellington Alves

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Presidente da CEI quer cancelar eleição de conselheiros, que ocorreu no final do ano.

Depoimentos da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), ontem, na Câmara Municipal, deixaram em dúvida os procedimentos utilizados na eleição do Conselho Tutelar. Dois dos três membros da Comissão Eleitoral do órgão conversaram com os vereadores e deram versões distintas sobre os mecanismos adotados.

Airton dos Santos, chefe da divisão de esportes da Prefeitura, e a cabo Ana Moura, da Polícia Militar, integraram a Comissão Eleitoral do Conselho Tutelar, que ainda contou com a presidente do CMDCA, Maria da Conceição Veras. Pela constituição da comissão, uma pessoa seria a presidente e as demais membros. Airton e a cabo Moura, contudo, disseram que não sabiam qual era a função de cada membro da comissão. “Decidíamos tudo juntos”, falaram.

Os depoentes não se lembravam de pedidos de impugnação de candidaturas, como o apresentado pelo vereador Paraíba Car, presidente da CEI. O parlamentar, inclusive, já fala publicamente sobre a possibilidade de pedir, no relatório final da comissão, a anulação da eleição. 

Airton não soube explicar como foi convidado para participar da comissão. “Às vezes é por e-mail, whatsapp, ofício ou protocolo. Não sei dizer como foi. Deve ter algum documento”, disse. Ele não conseguiu dizer se havia atas que comprovassem a sua indicação e nem quem fez as correções das provas dos candidatos ao Conselho Tutelar.

Cabo Moura lembrou que foi convidada para integrar a Comissão Eleitoral em uma reunião do CMDCA e que acreditava que a informação foi registrada em ata. “Não me recordo de (pedidos de) impugnação (na eleição), pode até ter tido, mas não recordo”, afirmou. Ela disse que teve acesso às correções das provas, que foram feitas por uma comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Arujá. Sobre as três contagens na apuração, ela afirmou que uma pessoa errou, mas o processo foi transparente e todos viram a recontagem dos votos. “Foi um erro humano, até pelo cansaço da contagem”, disse.

O vereador Edimar de Jesus, relator da CEI do CMDCA, admitiu que as contradições eram estranhas. “Estou queimando meu cérebro. Estou confuso. Não entendo como foi formada essa comissão (eleitoral)”, explicou.

Na próxima semana, outros candidatos ao Conselho Tutelar devem depor, assim como Natália da Silva Simão, quarta suplente que tem união estável com o secretário municipal de Cultura, Joncy Silva. Ele prestou depoimento ontem e negou ter usado sua influência para tentar eleger a mulher.

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