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segunda-feira, 13 de julho de 2020
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Perda dentária afeta mais as mulheres do que os homens

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Mau hálito, placas bacterianas e cáries são problemas sérios.

Cuidados com a saúde e com o corpo são essenciais na vida de qualquer pessoa, porém pouco se fala da real importância da saúde bucal. Desde crianças aprendemos que devemos escovar os dentes sempre após as refeições e por isso, crescemos achando que a saúde bucal se resume somente as escovações.

Ter dentes brancos é o sonho de muita gente, porém não é só questão de estética e deve ser sempre tratado com atenção. Mau hálito, placas bacterianas e o aparecimento de cáries são apenas alguns dos problemas que podem aparecer ao longo da vida quando a higienização da boca não é realizada de forma correta ou mesmo quando as visitas ao dentista não são frequentes.

Problemas mais sérios como fortes dores nos dentes, desconfortos, feridas e até mesmo a perda dos dentes são recorrentes e super possíveis de acontecer. Biologicamente, devido as condições hormonais que variam muito ao longo da vida, as mulheres sofrem mais com problemas dentários e, em especial, com a perda dos dentes.

Segundo uma pesquisa do IBGE, por meio da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013, e respondida por mais de 60 mil pessoas, 11% da população com 18 anos ou mais perderam todos os dentes, sendo maior a proporção entre as mulheres. Apesar delas, de forma geral, serem mais cuidadosas, elas compõem o maior percentual de 13,3% de indivíduos sem nenhum dente.

“Por conta dos hormônios, as mulheres são muito mais suscetíveis a problemas dentários e o período da gravidez, por exemplo, é especialmente delicado para a saúde bucal”, explica o cirurgião dentista, Arthur Iera, especialista em implantodontia.

Durante o período de gestação, a mulher recebe uma carga intensa de hormônios como estrogênio e progesterona, promovendo modificações vasculares e facilitando o ataque de bactérias nas gengivas. Isso significa que a região fica menos protegida e com menor capacidade de regeneração, causando a famosa gengivite, podendo inclusive induzir o parto prematuro.

Outro fator importante nesse período é a diminuição do fluxo e da ação protetora da saliva, que gera um aumento da acidez na boca, o que facilita a desmineralização dos dentes e a formação de cáries.

Já na idade madura, a modificação hormonal reflete em todo o organismo e a incidência de danos à saúde bucal aumenta. Com a menopausa, a gengiva diminui de volume e se retrai, podendo afetar a sustentação dos dentes, além da osteoporose, que é uma condição mais comum em mulheres acima dos 45 anos que deixa os ossos frágeis e porosos.

De acordo com Iera, a solução para esse tipo de perda é o implante dentário, uma vez que é muito difícil o tecido ósseo afetado crescer novamente. Já para a prevenção, além da higienização bucal diária com a escovação e o uso de fio dental e enxaguante bucal, a visita ao dentista de 6 em 6 meses, pelo menos, é de suma importância, pois além da manutenção realizada dentro do consultório, o diagnóstico precoce é essencial para uma melhor resposta ao tratamento.

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