26.5 C
Arujá
sexta-feira, novembro 27, 2020
Início Saúde Por que roncar não é sinônimo de dormir bem?
- PUBLICIDADE - Error: Embedded data could not be displayed.

Por que roncar não é sinônimo de dormir bem?

- PUBLICIDADE -

Ruído é sinal de obstrução nas vias respiratórias e prejudica quase um bilhão de pessoas em todo o mundo

O ser humano dorme em média oito horas por dia, o que dá cerca de 2,9 mil horas por ano e, provavelmente, um terço de toda a vida. No entanto, nem todas as pessoas conseguem se deitar e pegar no sono imediatamente. Isso pode ocorrer por diversos motivos, mas um dos mais comuns é o ronco ou, mais profundamente, a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono.

A revista The Lancet – uma das mais importantes publicações científicas do mundo – divulgou em 2019 que mais de 936 milhões de pessoas convivem com o problema, número quase 10 vezes maior que a estimativa de 2007 da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicava a ocorrência em cerca de 100 milhões pacientes.

De acordo com o otorrinolaringologista e cirurgião de ouvido, nariz e garganta do Hospital Santa Cruz, Mohamad Feras Al-lahham, o ronco é um ruído provocado pelo estreitamento ou obstrução das vias respiratórias superiores durante o sono que, consequentemente, dificulta a passagem do ar e provoca a vibração dessas estruturas.

A apneia do sono é tudo isso somada à pausa da respiração enquanto se dorme, o que causa um impacto ainda maior na saúde. “Por isso, não tem como falar sobre ronco sem mencionar e investigar a apneia do sono. Nem todo paciente que ronca tem apneia, mas quem sofre desse problema, provavelmente ronca”, enfatiza.

Como o ronco prejudica a saúde?

Quando dormimos, nossos processos vitais entram em uma linha básica, reduzindo o gasto de energia. Com isso, os chamados hormônios do dia (adrenalina, cortisol e insulina) também dormem, enquanto o hormônio do descanso (melatonina) começa a se espalhar pelo organismo para promover o repouso necessário e a recuperação celular.

Quando há alguma alteração nesse ciclo devido à obstrução das vias aéreas, a saturação sanguínea começa a diminuir até chegar a um nível tão baixo que o cérebro interpreta como sufocação.

“Quando chega a esse ponto, o corpo desperta para inalar mais oxigênio, fazendo com que nossos processos vitais e hormônios diurnos despertem também. É a partir disso que começamos a sentir os efeitos colaterais como insônia, palpitação, taquicardia, respiração rápida e ansiedade. Além disso, o efeito dos hormônios inapropriados pode levar a pressão alta, obesidade, alterações no colesterol e triglicerídeos, problemas no coração e no cérebro, sono diurno e cansaço crônico”, alerta o otorrinolaringologista.

Tratamento médico

Apesar da patologia ser comum, muitas pessoas não dão a devida importância ao problema e ao tratamento. “No consultório, a primeira coisa que precisa ser feita é a apuração do que causa o ronco ou a apneia de sono. A partir disso, é preciso descobrir se o problema tem origem obstrutiva como desvio de septo, hipertrofia do corneto inferior, sinusite crônica, pólipos nasais, entre outras patologias”, diz Mohamad.

De acordo com o médico, a melhor solução para corrigir essas disfunções precisa ser construída em conjunto com o otorrinolaringologista. “Se for uma rinite crônica, por exemplo, iniciamos sempre com medicamentos e acompanhamos a evolução. Porém, a maioria dos casos são cirúrgicos e demandam certo tempo de repouso, apesar da recuperação ocorrer rapidamente de modo geral”, explica.

Como podemos evitar ou melhorar o nosso sono?

Atitudes simples que reduzem o ronco e a apneia de sono

  • Dormir de lado: a obstrução das vias aéreas acontece mais quando se dorme de barriga para cima porque a língua e o palato mole são empurrados contra a garganta.
  • Perder peso: quando se está acima do peso, é possível que haja acúmulo de gordura em volta da traqueia, o que dificulta a passagem do ar.
  • Evitar álcool e nicotina: além de fazerem mal à saúde de modo geral, essas substâncias provocam o relaxamento dos músculos e o aumento da obstrução.
  • Exercitar a língua, a faringe e a garganta:  tentar levantar o sininho da garganta, segurar e relaxar; abrir a boca tentando manter a língua grudada no céu da boca;  posicionar o dedo na parte interna da bochecha entre os dentes pressionando a bochecha para fora são alguns exercícios que ajudam a diminuir o ronco.

Error: Embedded data could not be displayed.

VEJA TAMBEM...

- PUBLICIDADE - Error: Embedded data could not be displayed.
- PUBLICIDADE - Error: Embedded data could not be displayed.

Mais lidas

Arujá registra três casos suspeitos de coronavírus

Entre os casos investigados, apenas um é de morador na cidade. A secretária municipal de Saúde, Carmem Pellegrino, informou...

Turma da Mônica lança cartilha sobre o uso de máscaras

Material explica a importância do uso do acessório Uma cartilha dos responsáveis pelas publicações da Turma da Mônica foi...

Arujá tem caso suspeito de coronavírus

Informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde. A Secretaria de Saúde de Arujá monitora a primeira notificação suspeita...

Em Arujá, máscaras de mergulho evitam intubações de pacientes graves

Os equipamentos são fruto de doação da Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes As equipes da linha de...

Doria decide estender vacinação contra gripe para qualquer pessoa interessada

Estado deixa de priorizar os grupos de risco a partir de amanhã O Governo do Estado de São Paulo...
- PUBLICIDADE -