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sábado, outubro 31, 2020
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Prefeito afirma à CEI que não havia documento de cessão de clínica investigada

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Consultório foi utilizado como Centro de Triagem da Covid sem procedimentos formais

Seguem nebulosas as circunstâncias em que a Clínica Mais Vida, investigada pela Polícia Civil por ligação com o crime organizado, foi cedida à Prefeitura de Arujá para instalação do Centro de Triagem Covid-19, no início de abril.

Em depoimentos à Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga contratos do Executivo, todos os gestores ligados à Saúde municipal negaram envolvimento nas tratativas, incluindo a própria titular da pasta, Carmen Pellegrino, e os demais técnicos ouvidos na Câmara.

A mais recente esquiva foi do próprio prefeito de Arujá, José Luiz Monteiro (MDB) que, por meio de ofício, informou à CEI a inexistência de processo administrativo ou de qualquer documento oficial relativo à cessão gratuita do espaço – anunciada à época como um gesto generoso de um empresário da cidade.

Em junho, no entanto, a operação Soldi Sporchi (Dinheiro Sujo) revelou que a unidade integrava, segundo as investigações, uma ampla rede de lavagem de dinheiro de uma facção e de atendimento clandestino a criminosos feridos em confronto com a polícia.

Com isso, a clínica entrou na mira da CEI instaurada em junho pela Câmara. Mas, passados quatro meses do início da investigação no Legislativo, ainda não há clareza sobre como foi oficializada a cessão do espaço à Prefeitura, quem teria efetuado as negociações com o proprietário e quem, por fim, autorizou o uso do equipamento pela Secretaria de Saúde.

Controvérsias

Em depoimento à Comissão Processante (CP), em 14 de setembro, o chefe do Executivo foi confrontado sobre a clínica utilizada pela administração municipal para abrigar o Centro de Triagem da Covid-19.

Naquela ocasião, Monteiro afirmou que desconhecia quem era o dono do prédio, localizado em frente à praça do Coreto. “A indicação veio do Comitê Covid-19 que apenas me deu informações técnicas [sobre as condições do local]”.

A informação contradiz a fala de sua secretária Carmen Pellegrino, que em seu depoimento aos vereadores afirmou que o acordo fora firmado diretamente pelo prefeito, através do qual tomou conhecimento dos fatos.

Questionada sobre a existência de algum processo administrativo sobre a cessão do equipamento, Carmen disse desconhecer a informação. “Não me recordo de ter tido acesso a algum documento neste sentido”.

Em ofício remetido à CEI  no início do mês, o prefeito voltou a afirmar que as tratativas partiram do Comitê Covid-19. O prefeito ainda reconheceu que não há nenhum documento sobre a cessão gratuita do espaço.

Mais uma vez, o chefe do Executivo atribuiu o acordo ao Comitê Covid-19, à época presidido pelo ex-secretário de Serviços Leandro Larini.

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