PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Prefeito afirma à CEI que não havia documento de cessão de clínica investigada

Prefeitura de Arujá

PUBLICIDADE

Consultório foi utilizado como Centro de Triagem da Covid sem procedimentos formais

Seguem nebulosas as circunstâncias em que a Clínica Mais Vida, investigada pela Polícia Civil por ligação com o crime organizado, foi cedida à Prefeitura de Arujá para instalação do Centro de Triagem Covid-19, no início de abril.

Em depoimentos à Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga contratos do Executivo, todos os gestores ligados à Saúde municipal negaram envolvimento nas tratativas, incluindo a própria titular da pasta, Carmen Pellegrino, e os demais técnicos ouvidos na Câmara.

A mais recente esquiva foi do próprio prefeito de Arujá, José Luiz Monteiro (MDB) que, por meio de ofício, informou à CEI a inexistência de processo administrativo ou de qualquer documento oficial relativo à cessão gratuita do espaço – anunciada à época como um gesto generoso de um empresário da cidade.

Em junho, no entanto, a operação Soldi Sporchi (Dinheiro Sujo) revelou que a unidade integrava, segundo as investigações, uma ampla rede de lavagem de dinheiro de uma facção e de atendimento clandestino a criminosos feridos em confronto com a polícia.

Com isso, a clínica entrou na mira da CEI instaurada em junho pela Câmara. Mas, passados quatro meses do início da investigação no Legislativo, ainda não há clareza sobre como foi oficializada a cessão do espaço à Prefeitura, quem teria efetuado as negociações com o proprietário e quem, por fim, autorizou o uso do equipamento pela Secretaria de Saúde.

Controvérsias

Em depoimento à Comissão Processante (CP), em 14 de setembro, o chefe do Executivo foi confrontado sobre a clínica utilizada pela administração municipal para abrigar o Centro de Triagem da Covid-19.

Naquela ocasião, Monteiro afirmou que desconhecia quem era o dono do prédio, localizado em frente à praça do Coreto. “A indicação veio do Comitê Covid-19 que apenas me deu informações técnicas [sobre as condições do local]”.

A informação contradiz a fala de sua secretária Carmen Pellegrino, que em seu depoimento aos vereadores afirmou que o acordo fora firmado diretamente pelo prefeito, através do qual tomou conhecimento dos fatos.

Questionada sobre a existência de algum processo administrativo sobre a cessão do equipamento, Carmen disse desconhecer a informação. “Não me recordo de ter tido acesso a algum documento neste sentido”.

Em ofício remetido à CEI  no início do mês, o prefeito voltou a afirmar que as tratativas partiram do Comitê Covid-19. O prefeito ainda reconheceu que não há nenhum documento sobre a cessão gratuita do espaço.

Mais uma vez, o chefe do Executivo atribuiu o acordo ao Comitê Covid-19, à época presidido pelo ex-secretário de Serviços Leandro Larini.

PUBLICIDADE

Tópicos
Compartilhe

Veja também

SIGA O ARUJÁ REPÓRTER

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE