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quinta-feira, agosto 13, 2020
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Quando uma pessoa precisa de um psiquiatra?

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Tire as dúvidas sobre quem precisa de tratamento

Ao sentir qualquer incômodo físico, a reação mais comum é procurar um médico ou hospital para descobrir se algo está errado no organismo. Porém, a saúde mental não é interpretada da mesma forma e acaba sendo negligenciada. 

Isso acontece porque sintomas de transtornos mentais podem ser mais difíceis de identificar por estarem mascarados ou acompanhar sintomas físicos, de acordo com o livro “A Entrevista Psiquiátrica na Prática Diária”. 

Por isso, a presença de um psiquiatra é tão importante quanto a de qualquer outro especialista médico. Nesse texto, a Clínica Liberty explica qual é a função desse profissional e quando deve-se procurar tratamento. 

Qual é a função de um psiquiatra?

A função de um psiquiatra é diagnosticar, tratar, prevenir e reabilitar pacientes que apresentam qualquer tipo de distúrbio mental, sejam eles orgânicos ou funcionais. Alguns exemplos mais comuns são a depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar. 

Sendo assim, o principal objetivo do psiquiatra é oferecer bem-estar psíquico para seus pacientes, aliviando o sofrimento e trazendo mais saúde mental para o dia a dia. 

Para oferecer um tratamento mais completo, é comum que o psiquiatra trabalhe em conjunto com outros profissionais da saúde, como neurologistas, psicólogos e psicanalistas. 

Qual a diferença entre psiquiatra e psicólogo?

Essa é uma dúvida bem comum quando a pessoa sente a necessidade de tratar da saúde mental. Por isso, é preciso esclarecê-la. 

O psiquiatra é o profissional graduado em medicina e com residência em psiquiatria. Ele pode realizar diagnósticos e tratar transtornos mentais, como dependência química, depressão, bipolaridade, etc. 

Além disso, o psiquiatra pode se especializar em áreas específicas, como infantojuvenil, forense, psicogeriatria, psicoterapia, interconsulta em hospital geral, saúde mental da mulher, entre outras opções. 

É importante destacar que apenas o psiquiatra pode prescrever medicamentos. O psicólogo não tem esse poder. 

Por sua vez, o psicólogo é o profissional graduado em psicologia. Sendo assim, ele pode utilizar técnicas de psicoterapia para tratar problemas de ordem psicológica ou comportamental. 

Dependendo do problema enfrentado pelo paciente, o mais indicado é que os dois profissionais atuem em conjunto, como no caso de dependentes químicos, por exemplo. 

Como é uma consulta com um psiquiatra?

A primeira consulta com o psiquiatra é mais demorada do que uma visita a qualquer outro médico. Isso acontece porque é feito um tipo de entrevista com o paciente, chamada de anamnese. 

Nela, o psiquiatra faz perguntas sobre a vida da pessoa, os problemas pessoais e de saúde que ela enfrenta, entre outras questões importantes para o diagnóstico. 

Por isso, é essencial que o paciente confie em seu psiquiatra e tenha um relacionamento honesto e sincero com ele. Assim, logo na primeira consulta, já serão apresentados histórico de saúde geral, lista de medicamentos utilizados, hábitos na rotina, histórico familiar, entre outras opções. 

Também é comum que o psiquiatra solicite alguns exames na primeira consulta para complementar a anamnese e agendar um retorno para a próxima visita. Dessa forma, ele saberá conduzir o tratamento mais indicado para todos os pacientes, além de identificar a origem do problema e estado de saúde atual. 

Quando uma pessoa precisa de um psiquiatra?

Após entender a importância do psiquiatra no cuidado e manutenção da saúde mental, vale conferir três sinais que indicam a necessidade de tratamento:

Mudanças de humor abruptas

Algumas situações diárias podem influenciar negativamente o humor, como alguma nota baixa no curso ou uma discussão com o chefe, por exemplo. Não há nada de errado em sentir-se mal nesses casos, mas há necessidade de tratamento quando a pessoa não consegue controlar suas reações e sentimentos negativos em episódios como esses. 

Estar sempre frustrado ou ter níveis de tolerância abaixo do normal podem ser sintomas de transtornos do humor. Esse problema atinge 4% da população brasileira, de acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB).

Problemas para dormir e mudanças no apetite

Muitos fatores podem atrapalhar uma boa noite de sono. Mas, quando a insônia se torna constante, as atividades mais simples do dia a dia são prejudicadas.  

A síndrome do pânico e transtornos de ansiedade estão ligados com a dificuldade para dormir. Só um psiquiatra saberá dar o diagnóstico correto. 

As mudanças no apetite também devem ser avaliadas por esse profissional, tanto a compulsão alimentar, quanto a perda de vontade de comer podem indicar algum tipo de transtorno.

Dependência química

Consumir drogas lícitas e ilícitas pode prejudicar a mente e o organismo de qualquer pessoa. Ao sentir esses efeitos e mesmo assim não conseguir parar o uso por conta própria, é necessário procurar ajuda profissional. 

Em alguns casos, fazer uso de substância química funciona como uma válvula de escape para outros problemas, que também podem ser tratados pelo psiquiatra. 

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