26.5 C
Arujá
segunda-feira, abril 19, 2021
Início Colunas Maternar: Nascimento de Um Amor Amamentar: o prolongamento do pré-natal
- PUBLICIDADE -

Amamentar: o prolongamento do pré-natal

- PUBLICIDADE -

47% das mamães consideram que a dor é a maior dificuldade na amamentação.

Amamentar é muito mais do que alimentar um bebê. De certa forma, é como se a criança ainda continuasse em nós. Os animais mamam soltos, mas a mãe toma o pequenos nos braços, os envolvem, aquecem e vivem momentos de interação com eles. Além desse vínculo, a amamentação traz inúmeros benefícios e proteção para o bebê. Contribui para o desenvolvimento cognitivo, emocional e aumenta sua imunidade. Infelizmente, mesmo estando provados os benefícios do leite materno e do aleitamento para as mamães e as crianças, existem muitos mitos e rejeição por parte de algumas mulheres.

Na maternidade pude ouvir de várias enfermeiras que muitas mamães não querem amamentar. Difícil entender porque criam essa repulsa sem nem tentar. Claro que o processo de amamentar nem sempre é um sucesso para todas as mamães. Algumas não conseguem. Estas não devem se sentir culpadas, até porque amor de mãe, seja no peito ou na mamadeira, não se mede nem se compara, não é mesmo? Sabemos que na vida nem tudo sai como planejado, ainda mais quando envolve um bebê.  

Numa pesquisa feita em 2014 pela Lansinoh Laboratórios com mais de 13 mil mamães e gestantes de 9 países, 47 % das brasileiras responderam que o principal desafio na amamentação é a dor, 44% a obrigação de acordar no meio da noite e 33% têm dificuldade inicial para aprender a mamar. 21% das mamães do Brasil têm vergonha de amamentar em público. Quase todas (93%), no entanto, se sentiriam ou sentiram culpadas caso não amamentassem, o maior índice entre os nove países. 

A culpa e a maternidade caminham juntas. Mas existe situações que os motivos pelo qual algumas mamães não amamentam ou amamentaram são inerentes a elas. Cada mãe deve procurar o que funciona para ela e o bebê, e buscar ajuda, se necessário. Eu, por exemplo, após nascimento da minha primeira filha, sofri um mês com a pega dela. Não ganhava peso. Procurei ajuda no Banco de Leite de Guarulhos e fui muito bem atendida. Lá ficaram cerca de 40 minutos ensinando a melhor forma da pega. Saí de lá confiante e obtive resultados significativos. Com relação a amamentação do segundo filho, foi mais fácil. Confesso que em ambos, no início doía, mas foi fundamental minha perseverança porque após duas semanas já amamentei sem dor. Valeu a pena insistir.

Esse assunto é vasto. Eu poderia falar sobre técnicas, horários, posições, nutrientes, idades, benefícios para o sistema imunológico, mamilos, hormônios, dieta, complicações, rede de apoio, alimentação, medicamentos, dificuldades e etc, mas quero ressaltar a magnitude do amamentar como um prolongamento da existência pré- natal. Quando o cordão umbilical é cortado, nada nos aproxima tanto do bebê quanto a amamentação. É uma continuidade dessa conexão de mãe e filho e isso não tem preço e nem palavras que expressem tamanha alegria e amor. Se maternar é o nascimento de um amor, amamentar é o triplicar esse amor em cada mamada. 

VEJA TAMBEM...

Siga o Arujá Reporter

12,894FãsCurtir
48SeguidoresSeguir
35InscritosInscrever
- PUBLICIDADE -

Mais lidas

- PUBLICIDADE -