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CEI da Câmara tem depoimentos, ameaças e tentativa de obstrução

Wellington Alves

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Confira os detalhes da CEI que convocou Abel Larini e José Luiz Monteiro.

A tarde de sexta-feira, 17, foi tensa na Câmara Municipal. O prefeito de Arujá, José Luiz Monteiro (MDB), e o ex-prefeito Abel Larini (PL) prestaram depoimentos à Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). O dia se encerrou com trocas de acusações entre a presidente do CMDCA, Maria da Conceição Veras, e o presidente da comissão, Paraíba Car (PSDC).

Houve uma manobra para impedir os depoimentos. No início da sessão, o vereador Edimar de Jesus (PRB), que é relator, pediu que os trabalhos fossem encerrados já que não havia quórum, ou seja, o número mínimo de vereadores para a validade das ações. Paraíba Car justificou que o Regimento da Câmara é omisso sobre quórum em reuniões de comissões. “Deixei mensagem aos vereadores que se há uma tentativa de obstrução dos trabalhos da comissão, quero deixar bem claro que não vamos parar”, disse.

Paraíba Car mostrou novamente dois vídeos que tratavam um suposto estupro em creche municipal. Um deles, do jornalista Marcelo Rezende – que morreu em 2014 -, cobrava Larini por suposta omissão no caso. 

Em seu depoimento, Larini demonstrou insatisfação com a acusação. “Está tentando me passar por constrangimentos com a população de Arujá”, reclamou com Paraíba Car. O ex-prefeito disse que o funcionário investigado na época tinha sido afastado pela Secretaria de Assistência Social. “A Record não me procurou. O Marcelo Rezende não me procurou. Nem o Ministério Público ofereceu denúncia nesse caso”, justificou. 

Monteiro respondeu sobre o fechamento do CMDCA quando a comissão tentou ter acesso a alguns documentos. Ele disse que o conselho é autônomo e não cabe à Prefeitura fiscalizar suas ações. O secretário municipal de Assuntos Jurídicos, Rodrigues Junel, reiterou que a gestão municipal não tem poder de controlar o CMDCA. 

Paraíba Car cobrou Veras por vários documentos. Ela rebateu que encaminhou quase mil folhas para a comissão e que o vereador não soube procurar. O vereador insinuou irregularidades nas provas para os conselheiros tutelares, nas exigências da Comissão Eleitoral do Conselho Tutelar e o favorecimento de uma diretora da Prefeitura que teria união estável, mas se apresentou como solteira. 

A presidente disse que a eleição foi regular, que não pode cobrar que as pessoas provem serem casadas se não há documento em cartório que registre isso. Ela reclamou ainda que a comissão já deveria ter sido concluída e que, em nenhum momento, teve o direito de arrolar testemunhas. 

Após os depoimentos, Paraíba Car disse que pedirá, judicialmente, que Veras seja afastada. “Ela está no terceiro mandato como presidente. Deve ser retirada e ter uma nova eleição ”, disse. 

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