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Mães reclamam de descaso da Prefeitura em escola no Mirante

Wellington Alves

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Após início das aulas, Secretaria de Educação afirma que irá reformar unidade.

A Escola Municipal Padre Geraldo Montibeller, no Mirante, está em péssimas condições. Mães de alunos da unidade denunciaram diversos problemas, como sala interditada, portão de entrada inadequado, teto e piso com danos, banheiro com risco, falta de pintura e nome na fachada.

Com quase 400 alunos, a escola sofreu com os danos causados pelos temporais, que atrasaram o retorno às aulas em uma semana. Quem chega ao local não tem como saber que se trata de uma escola já que não existe fechada. A rua Tuím, onde está localizada, é praticamente deserta, fica ao lado de um campo de futebol.

Mas a situação interna é muito pior do que a externa. A entrada e saída de alunos é por uma passagem pequena, que fica cheia de barro quando chove. O portão maior é fechado. As paredes e teto possuem infiltrações. O banheiro tem uma espécie de tambor de água, perigoso para as crianças pequenas. Há locais com o teto quebrado. Na volta às aulas, a escola tinha diversos pontos de vazamento de água. Havia água espalhada no chão na escada que dá acesso ao refeitório.

“Tem goteiras e poças de água por toda a parte. Até na secretaria, para fazer matrícula, tem que pular os baldes”, afirma a dona de casa Geysa Silva, 30 anos. Durante as chuvas, a cuidadora de idosos Isabel de Campos, 27, conta que é difícil pegar os filhos na escola. “Só passa uma pessoa por vez com guarda chuva e fica cheio de barro, sendo que tem um grande portão que não é aberto.” Ela chegou a reclamar na diretoria, mas foi informada que o portão permaneceria fechado porque, no ano passado, um carro de professor foi roubado. “A culpa não é nossa. Tem que ter segurança”, diz. 

A autônoma Aline Andrade, 25, disse que a sala de vídeo está interditada, com risco para o prédio. “As crianças brincam embaixo dela”, reclama. Segundo a dona de casa Kátia Sampaio, 26, a escola foi dedetizada em 2019, mas está repleta de aranhas. “O mato demora muito para ser cortado”, afirma.

Outro lado

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informa que entende a preocupação e desconforto dos pais. “Informa que não há riscos estruturais na unidade e que a reforma começará nos próximos dias. É prevista para segunda-feira uma visita da empresa responsável pela obra, com o intuito de definir o cronograma de obras em conjunto com a direção escolar. A administração abriu processo licitatório no ano passado e a conclusão ocorreu no início deste exercício”, explica.

De acordo com a Prefeitura, a reforma incluirá serviços como troca de telhado, ampliação da cozinha, substituição de calhas e forro do refeitório, além de pintura geral. Questionada sobre a contratação de uma empresa para reparos e manutenção das escolas, por R$ 1,6 milhão, a secretaria justificou que o trabalho ocorrerá em todas as unidades, mas em casos como o da Padre Geraldo Montibeller, há necessidade de uma ampla reforma, sendo necessário um processo licitatório distinto.

Abaixo, fotos da Escola Municipal Padre Geraldo Montibeller:

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