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sábado, novembro 28, 2020
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Oposição a Francisco: as disputas na Igreja Católica

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Sínodo da Amazônia tem risco de aumentar as tensões no Vaticano.

No próximo mês acontece no Vaticano o Sínodo da Amazônia. O papa Francisco convocou cardeais e especialistas do mundo todo para debater a evangelização no território amazônico, além de marcar posição contra o desmatamento que atinge a região há décadas. A iniciativa apenas aumentou a tensão entre aliados do pontífice e os opositores.

O próprio governo brasileiro reclama da “interferência” do Vaticano em assuntos nacionais. Levou um “não” de Francisco no pedido de participar do Sínodo, já que o papa proibiu a presença de políticos com mandato e militares.


Francisco tem dado novo vigor à Igreja Católica. Logo no início do seu pontificado, convocou o Ano da Misericórdia e facilitou o perdão – em confissão – a mulheres que cometem abortos. Fez um Sínodo para as Famílias e outro para os Jovens, pedindo maior compromisso das famílias e cobrando atitude da juventude.

Francisco também priorizou América do Sul, África e Ásia, tanto nas visitas, como na nomeação de cardeais – somente os cardeais podem participar do Conclave para eleição do próximo papa. O pontífice disse que Deus ama os homossexuais “como eles são” e se mostrou favorável a permissão para divorciados voltarem a comungar.

A ala ultraconservadora da Igreja está revoltada com Francisco. Anualmente, são divulgadas cartas criticando o papa por “heresias” e colocando em xeque suas decisões. Grupos da extrema direita se uniram contra Francisco. Nos Estados Unidos, por exemplo, radicais vão investir um milhão de dólares, equivalente a mais de R$ 4 milhões, para investigar os cardeais e membros da Cúria Romana numa tentativa de minar possíveis sucessores que tenham ideias próximas às de Francisco.

Para os radicais, a Igreja deveria banir homossexuais, adotar políticas anti-imigração e não se envolver com política ou qualquer questão social. E tem mais uma questão em jogo. Francisco deseja permitir que homens casados possam virar padres na Amazônia para melhorar a evangelização na região, algo que está excluído da Igreja há mais de mil anos.

O celibato dos padres não é um dogma de fé, ou seja, pode ser excluída essa condição dos sacerdotes. Por quase mil anos, padres puderam constituir famílias. Ultraconservadores temem que o passo a ser dado por Francisco na Amazônia seja a porta de entrada para o fim do celibato. Um novo cisma na Igreja é algo que se torna cada vez mais possível. 

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