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Quarentena aumenta incidência de miopia em crianças, segundo estudo chinês

Foto: Divulgação
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Excesso de uso de eletrônicos pode ser responsável pelo aumento de 15,8% dos casos de miopia infantil

As crianças, que antes frequentavam parques e atividades físicas externas, agora estão presas a uma rotina limitada a ficar dentro de casas ou apartamentos, muitas vezes privadas da luz do sol. O reflexo disso já pode ser visto nos números, que mostram o aumento expressivo dos casos de miopia na infância.

Adriana Paschoal, especialista em oftalmologia pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, chama atenção dos pais para o risco de desenvolvimento dessa alteração ocular, já na infância. A médica aponta que medidas devem ser tomadas para que as crianças não corram riscos nessa nova rotina de estudos online.

De acordo com a publicação da JAMA Ophthalmology, antes da pandemia, a incidência do problema em crianças de seis anos – observadas entre 2015 e 2019 – alcançava uma média de 5,7% dos indivíduos. Já em 2020, esse percentual alcançou 15,8% de incidência, acendendo um alerta também para mais adultos com problemas visuais, nos próximos anos.

“A nova rotina escolar inclui atividades online, que muitas vezes fazem com que a criança passe mais tempo do que deveria em contato com tablets ou smartphones. Essa exposição, a uma curta distância entre o rosto da criança e a tela, colabora para a progressão da miopia. Esse fator é agravado principalmente quando associado à baixa exposição ao sol e a reduzida frequência de atividades que estimulem a criança a olhar para longe. “, explica Adriana Paschoal.

Pior para os mais novos

Mesmo crianças menores, que nem sempre estão condicionadas à rotina de estudos online, também estão suscetíveis a desenvolver problemas oculares, com um fator de vulnerabilidade ainda maior. Nesse caso, o prejuízo pode ser pior, segundo pontua Adriana Paschoal:

“Não é incomum vermos bebês assistindo desenhos em tablets ou celulares. O problema é que essa exposição demasiada é ainda pior para essas crianças, já que elas têm um tecido ocular maleável, que se altera com facilidade, podendo levar ao quadro de alta miopia. O paciente pode desenvolver baixa visão irreversível”, explica.

Cuidados

No caso das crianças em idade escolar, a oftalmologista recomenda  assistir às aulas no computador e não no celular: “O ideal é manter uma distância mínima de 30 centímetros, entre a tela e os olhos. Também é recomendado restringir ao máximo o uso de telas para recreação, dando preferência às atividades ao ar livre, durante o dia. O ideal é uma exposição solar de pelo menos sete horas por semana”, alerta Adriana Paschoal.

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